De Olhos Fechados 

De olhos fechados eu posso “casar” qualquer jeans com um blazer atualmente.  Há um tempo atrás eu não diria isso pois não sabia como fazer. Mas aprendi e olha que eu não compro jeans há pelo menos 2 anos. Me certifiquei na minha última compra de fazer a escolha certa: só comprei bons jeans. A vantagem é que os bons duram bastante tempo. Nos blazer’s precisei investir mais (porém nem tanto!) principalmente nas marcas que favorecem meu tipo físico. Não vou ficar aqui citando quais pois eu só compro depois de checar a modelagem da peça. Há aquelas (marcas) que não podemos negar: tudo que escolhemos fica bem. Essa é a dica pela “fidelidade”. Se você experimentou 5 peças e gostou de 3 da mesma marca pode pedí-la em “casamento”..rs.  Você também pode montar seu visual com blazer e jeans, basta comprar as roupas certas e ajustadas ao seu corpo.





Meu Top “Five” de combinações jeans e blazer.  Se inspire e crie seu visual.













 

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Outono temperamental

O outono está deixando muita gente com gripe alérgica em BH. A mudanças brusca de temperatura, a poluição que sai dos escapamento dos veículos motorizados, o tempo abafado seguido de ventania está deixando todos irritados. Assim meio baqueado da gripe resolvi acrescentar um scarf para compor a escolha de uma dia xôxo. 





 O scarf é um dos itens que modifica um visual aparentemente comum e pode até dar um toque de sofisticaçã. Tenha pelo menos três cores no seu guarda-roupa; preto, cinza e marrom.





A moda do homem brasileiro 

Há alguns dias venho refletindo sobre o jeito do homem brasileiro se vestir. A conclusão que cheguei é que não temos ainda uma cultura em que a roupa seja mais importantes do que outros bens como tenis, carros e motos e isso em todas as classes sociais. Basicamente os homens brasileiros usam essas peças no dia a dia (e até em ocasiões atípicas); 

Regatas, bermuda cargo, camisa polo, camiseta e bermuda de surfista, camisa de time de futebol e jeans. 



Quando se trata de roupa social tambem “somos” um fiasco. “Conforto” é usar  terno dois números a mais. 



 

A palavra elegância não chegou ainda ao armário do brasileiro e diferente das mulheres, os homens não ligam para os detalhes. O mercado masculino no Brasil também carece de informação. Os sites e blogs se dividem em fashionistas que cobrem as infinitas temporadas week’s ou caretas que ensinam combinações erradas de cores ou dão dicas do tipo: use meias da cor dos sapatos e
ainda reproduzem a ideia de que é preciso reforçar sua masculinidade pelas roupas. 

Para complicar os homens brasileiros que estão na midia reproduzem esses mesmos estilos. Faltam referências aos famosos.  Os jogadores de futebol são os que mais erram. Os que vão para Europa até começam a querer adotar um estilo porém são mal assessorados e logo são “patrocinados” por marcas se tornando  outdors ambulantes sem antes terem desenvolvido um estilo próprio. Eu aprendi muito viajando e vendo como lá fora muitos homens são seguros e já sabem o que usar em qualquer ocasião. 

Pesquisando sobre o assunto encontrei esta entrevista com o Alberto Hiar da grife Cavalera. Ele traduziu tudo o que vivemos no Brasil. 

 O HOMEM E A MODA 

Por Carlos Sambrana 



 Alberto Hiar, o fundador da grife Cavalera, discute o papel da roupa na vida das pessoas, analisa como o brasileiro se veste e dá dicas para quem pretende investir em si mesmo

Não espere vê-lo deslumbrado com o mundo da moda, o seu habitat natural. Não espere vê-lo dando respostas fáceis para fazer média com todos. Não espere que Alberto Hiar, o Turco Loco, seja infiel ao seu estilo. Sim, o dono da Cavalera, uma marca de moda com 30 lojas espalhadas pelo País, é do tipo que fala o que pensa, sem meias palavras. E não é porque trabalha com moda no Brasil que ele vai dizer que o brasileiro sabe se vestir, que é elegante… Pelo contrário. “O homem brasileiro tem pouca personalidade, pouca informação sobre moda. Ele está mais preocupado com o carro do que com a maneira como ele vai se vestir. Ele acha que estar bem é ter a parte financeira resolvida”, diz Turco, numa clara crítica à sociedade. Na entrevista que segue, ele fala sobre moda, estilo, como os brasileiros estão evoluindo e dá dicas para quem pretende investir na aparência. 

Acompanhe: 

 – O brasileiro se veste bem? 

– Não acho que o brasileiro se vista bem. O homem brasileiro tem pouca personalidade, pouca informação sobre moda. Ele está mais preocupado com o automóvel do que com a maneira como ele vai se vestir. Ele acha que estar bem é só ter a parte financeira resolvida. A gente brinca que a mulher gostaria de apresentar o marido dela do mesmo modo que ela apresenta a bolsa, o sapato, a joia. Muitas vezes, ela vê o marido como um acessório cafona. A mulher tem muito mais informação e preocupação com a moda do que o homem. 

 – Por que o homem não se preocupa com moda?

 – Porque é histórico, dentro do Brasil, que a função masculina era outra: a de provedor, a da pessoa que tinha obrigação de prezar pelo bem-estar da família. E o homem sempre preferiu que todas as suas conquistas fossem através de bens materiais. Eu fico vendo os executivos de grandes empresas com nenhuma preocupação na apresentação. Acho isso estranho. Alguns presidentes são bens apresentáveis e você olha para a diretoria e percebe que eles têm a preocupação de querer ser o presidente e não de parecer o presidente. 

 – Ainda existe um preconceito com a moda? 

– Muitos desconhecem moda, acham que é coisa de homossexual. Desde que abrimos a barbearia (a Cavalera inaugurou uma barbearia na rua Oscar Freire, em São Paulo, em 2013), encontro amigos meus e eles me perguntam: ‘E aí, como está o meu cabelo?’. Eu sempre digo ‘está parecendo um Monza 1986 e dá para deixar ele um Fusion 2014’. Ele não tem preocupação de cortar o cabelo de 15 em 15 dias. Mas a barba ele faz porque acha que passa a impressão de limpeza, de que é aceito pela sociedade. Se você deixa a barba por fazer, parece que não é um homem zeloso. Mas você deixa o cabelo sem fazer por mais de um mês, ninguém liga. Isso é louco. Esse cuidado a gente é obrigado a ter como homem. Independentemente de não ser a pessoa mais bonita do mundo, hoje há recursos para ter uma aparência muito melhor. E não é só
na maneira de se vestir. É no cabelo, na barba, nos óculos. A maneira que você se veste fala por você.

– Na sua opinião, qual é a diferença entre moda e estilo? 

– Estilo é quando você tem seu jeito próprio de se vestir e não é vítima da moda. Moda é quando você quer tudo aquilo que está acontecendo naquele momento porque você tem que ser a pessoa mais atualizada. O importante é ser fiel ao seu estilo. A marca que eu trabalho, que eu dirijo, tem um estilo. A gente faz moda porque a gente tem que acompanhar o que está acontecendo em termos de matéria-prima, mas não obrigatoriamente seguir as tendências. A gente procura tudo o que é inovação em matéria-prima e acabamento, mas com estilo próprio, com identidade própria. 

 – O homem de qual nacionalidade se veste melhor? 

O brasileiro pensa muito parecido com o americano. Ele acha que o poder e o dinheiro permitem que ele se posicione e adquira o que quiser. Até sendo cafona se acha chique. Por isso mesmo, poucos estilistas americanos fazem sucesso. Eles não são conceituais. Já os europeus têm essa preocupação em se vestir adequadamente. Quando você fala de modelo europeu, eu gosto muito do modelo alemão. Você quase nunca vê a marca que a pessoa está usando e ele sempre está vestido elegantemente. Tanto as mulheres como os homens procuram esconder muito a marca que estão usando, e procuram ter estilo. E é isso o que eu gosto. Quando você vai para os americanos, eles têm esse jeito de ostentação. Se o sapato não for Chanel ou Louis Vuitton, parece que eles estão pelados. 

-O brasileiro é muito refém de marca? 

– Sim, tanto que consome muita falsificação. É incrível isso. Quando saio com a minha esposa, vejo como as pessoas a olham dos pés à cabeça. Querem saber se ela está com alguma peça de marca, o que está usando… Em função do nosso trabalho, como tem acesso a muita informação, as pessoas passam a medi-la. 

– Mas o brasileiro não tem uma cara na moda masculina? 

– Agora está surgindo. É um homem que até passa uma imagem mais rústica, mas é alinhado. É como se fosse um lenhador alinhado. Ele tem uma barba grande, mas o cabelo sempre arrumado, a barba aparada, a camisa impecável, a calça com o seu caimento perfeito. Até a meia passa a influenciar no look desse homem. Moda é enobrecer o seu corpo. 

 – Você não acha que os homens têm medo de ousar e errar no look?

 – Então a autoconfiança dele é mais fraca do que a vontade de melhorar. Você também corre riscos na maneira de ousar, não precisa ser tão radical. Às vezes, um detalhezinho faz toda a diferença. Uma boa peça, de alfaiataria ou de jeans, já faz a diferença e você, de certa forma, já está sendo ousado. 

 – Em sua opinião, quem é um ícone de estilo? 

– Eu gosto muito do Johnny Depp. Gosto da estética dele, o admiro como ator, a maneira como ele se apresenta. Ele não é o cara mais bonito, mas é charmoso. 



 – Como encontrar um ponto de equilíbrio?

 – Não chamando muita atenção. Por exemplo, usar uma gravata que chame mais atenção do que o look todo. Ou quando você só usa
marca, não gosto disso. 

– Qual é a tendência para 2015? 

– Não gosto muito dessa palavra. O que sinto é que existe uma preocupação por parte dos homens brasileiros, principalmente da nova geração – e essa nova geração de que estou falando é a de homens de 30 anos – com a aparência, com a presença. Isso vai ser legal para o Brasil. O homem vai gastar mais dinheiro com roupas do que com outras coisas. 

 – Que dica você daria para o homem brasileiro?

–  Não custa nada tentar. A mudança tem de ser gradativa, mas as pessoas vão notar essa transformação. A moda ajuda a transformar em todos os aspectos. Você conversa através da maneira que se veste. Até a camiseta que você está usando quer dizer alguma coisa. A calça fala, os óculos falam, o cabelo fala, a barba fala. Se você consegue coordenar tudo isso, dialoga melhor com a sociedade. Agora, não pode ser refém disso.

Fonte: Revista Status 

Uma Vila bem no centro de BH 

Hoje eu sai com a ideia de começar a escrever sobre os lugares legais em que é possível ir de bicicleta e ser bem recebido. O look do dia foi pensado na visita a uma Vila que fica bem no centro de BH, que além da arquitetura simpática guarda um restaurante macrobiótico, especializado em pratos  vegetarianos e  veganos.

A diferença do lugar que saí: São Lucas, com as ruas repletas de carros, para a Vila Werneck é brutal.

A pequena Vila Werneck é formada  por 12 casas e preserva a arquitetura e os detalhes da época em que foi construída, 1943.

O conjunto de residências criado pelas famílias Souza Lima e Werneck foi tombado como Patrimônio Histórico de Belo Horizonte, por isso, a fachada não pode sofrer nenhuma alteração.

A Vila é um oasis bem no centro caótico de BH. Na casa de número 9 (todas em algarismo romano), fica o  restaurante  Fonte de Minas,  que é especializado em comida macrobiótica, cujo cardápio é repleto de pratos preparados à base de tofu, raízes, folhas, cereais e algas. O meu almoço foi: arroz c/ gersal, tempurah de legumes, cozido de nabo e cenoura, refogado de abobrinha e tofu, almeirão, conserva de rabanete. 

Tive a sorte de ir no único dia em que servem carne no menu, no caso;   uma tilápia assada com salada. 

Para terminar uma incrível experiência sensorial da culinária macrobiótica: Cacau orgânico, agave, castanha e goji berry.O local ainda possui um pequeno armazém com produtos orgânicos. O Leo, proprietário é fofo e disse que planeja fazer um bicicletário na entrada do restaurante. Afinal bicicleta combina com comida saudável não é?Restaurante A Fonte de Minas

Endereço:Vila Werneck –  Rua Guajajaras, 619 – Centro

Outono 2015

O outono começou na última sexta-feira bem diferente de outros anos. Choveu mas nada do frio chegar de fato. Mesmo assim a temperatura está bem mais agradável. Gosto do outro ainda mais quando ele começa a ficar mais agradável. Assim é bem melhor pedalar! Escolhi um look despojado para enfrentar a subida da av. João Pinheiro e a rua Santa Rita Durão. Fiz isso com minha Monareta de apenas 3 marchas. Quem diz que Belo Horizonte não é feito para bicicleta dever ser gente extremamente sedentária. É possível pedalar com poucas marchas na cidade quem dirá com muitas. 





Estilo Navy

Hoje é o ultimo dia do verão (começado em 2014). Resolvi me inspirar no estilo Navy para compor o look do dia. Mesmo que você nunca tenha ouvido falar desse estilo, certamente já deve ter usado elementos dele, devido sua influência e legado que permanecem por décadas.

O “navy” (Marinha, em inglês) é um clássico do verão por nos remeter ao mar, barcos e marinheiros.  O navy ganhou fama pelas mãos de Coco Chanel na década de 20. O estilo prevalece até hoje  pois é  versátil, elegante e pode se adequar de ambiente  descontraídos a mais sofisticados . As cores predominantes são: o azul,  branco e o vermelho. Os acessórios podem ser  dourados e as listras também são características presente no estilo.          IMG_9712 IMG_9711Hoje deixei a bicicleta e fui de metrô mesmo. IMG_9719Você não precisa morar perto do mar para usar o Navy,  basta carregar o mar em si. Ótimo final de semana.

Veja alguns looks inspirados no estilo Navy.

fcc9fab16454e1403bf571abecc56f50 e164dafa13c70b1398bed629b817a765 e60d7f654853094b3e555f53995531c4 de007d82f33267bc7c15b0176c79a2c1 c991a652c758d54188aac0381981b81a 411d7059e2f7ffca99ee5cbaf7304020  3758_364003863688454_96740419_n

Natural

Hoje acordei meio apressado pois precisava registrar um ato artístico. Inspirado pelo blog da minha querida amiga Adriana Borges, O Borboleta no Cabelo. Uma parte do blog é uma ode aos cachos. Embora a chapinha e alisamentos reinem (até no público masculino) o movimento cabelo natural cresce. 

Eu por experiência quero cada dia mais ter menos trabalho com os cabelos. Digo no sentido de ficar um tempo diante do espelho fazendo isso ou aquilo para o cabelo ficar com uma aparência “natural”. Vou assumir sim meus cachos. Eu até pensava que não tinha mas descobri que a escova e o pente “oprimia” meus cachos. Já deixei o cabelo de vários jeitos.

Quem passava hoje pela frente do Palácio das Artes em BH, ao ver os bailarinos deve ter pensado que era divulgação de algum espetáculo. Infelizmente não. Pelo contrário. Foi um protesto (lindo) sobre o fim de vários espetáculos. Leia aqui para entender.

Foto: Gil Sotero

Foto: Gil Sotero