Cor de Ferugem 

O minério está presente em toda cidade. Eu particularmente adoro os monumentos nessa cor ferrugem. Se tem uma coisa que identifica BH na minha ótica é esse tom de ferro envelhecido. Embora a cidade seja jovem, essa cor me remete a uma base antiga saída das entranhas da terra. As pessoas me perguntam: porque sua bicicleta possui apenas um lado com fita? As coisas aparentemente “inacabadas” deixam as pessoas confusas. É claro que a fita de uma lado apenas é o meu toque de design a aparência da bici. Deixei apenas um lado, o mesmo com a manete do freio, para manter a pegada firme quando preciso dele. As bicicletas são itens de design e que reflete o estilo do dono. Eu sempre escolho acessórios que de certa forma valorizem o estilo da bici. As minhas seguem essa regra: sempre deixarei-as mais bonitas, além de praticas. 

  

Estilo Bonner

Hoje acordei atrasado mas cheguei na estação não havia metrô nem horas..rs..rs. Brincadeira. Mas a questão é: it´s friday bitches! Não se prenda a horas nem convenções.

Uma dessas convenções e que ainda tenho certa dificuldade, é com o blazer e bermuda. O blazer faz parte do meu estilo. Hoje resolvi me inspirar no William Bonner que já admitiu ter apresentado o JN de bermudas (embora ninguém tenha essa imagem). Mesmo com um pouco de frio em BH é possivel adotar a bermuda no look outono/inverno.

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Uma ano na construção de um estilo e já verifiquei que preciso usar mais blazer e bermudas pois eles apareceram pouco nos outfits.

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As ocasiões para usar essa combinação podem variar bastante. Já vi  em casamentos, de dia, em regiões praianas. Em NY é comum no dress code da sexta, mesmo em wall street vi executivos de blazer e bermuda.  A única regra acho que é verificar se os locais que você vai não possuem algum tipo de restrição. Mas arrisco a dizer que se bem montado no look o blazer pode quebrar essas regras pois confere um tom elegante a um visual informal. E a elegância sempre é bem vinda em qualquer espaço!

Não vou ficar aqui ditando outras regras de cumprimento e etc. Use o bom senso e se quiser mais facilidade, pesquise, encontre modelos com o seu biotipo físico e veja as combinações e tente reproduzí-las, claro imprimindo seu estilo nela. Aqui seguem alguns looks que gostei. Alguns mais ousados, outros comportados mas certamente todos revelam a atitude de quem usa. Ouse ousar.

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Descobertas

Achei este blazer num brechó e descobri que foi feito aqui em Minas. Pesquisei  um pouco do trabalho do estilista; Martielo Toledo, dado o tanto que gostei da peça. É tão bom saber onde e por quem uma roupa foi produzida! principalmente em tempos de tudo “Made In China”  fabricadas por sabe-se lá em que condições.

Com o frio repentino de hoje arrisquei também um item que nunca usei antes; lenço-francês no pescoço. O estilo dos parisienses de usar o lenço tomou as ruas de vários países mas aqui no Brasil é difícil ver. E para piorar um personagem de novela “caricato” usava no seu figurino e então virou motivo de piadas machistas e etc. Que se danem os machistas!. O lenço no pescoço é romântico e prático em dias mais frios.

   

Fiz uma pesquisa para descobrir a origem do lenço e descobri o seguinte:

A origem do lenço está na antiga Roma num pedaço de pano de linho que era chamado de sudário que significa “pano de suor” em latim. Os romanos utilizavam esses tecidos para limpar o suor do rosto e do pescoço, dessa forma a utilidade era mantê-los limpos e não quentes como fazemos hoje em dia. Com o passar do tempo os lenços passaram a ser utilizados em volta do pescoço e também atados aos cintos. As mulheres romanas gostaram dessa moda e logo aderiram.

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Alguns historiadores acreditam que os primeiros lenços de pano eram utilizados pelos guerreiros do imperador chinês Cheng (Shih Huang Ti), contudo, existem registros de que esse tipo de lenço já era comum entre os mercenários croatas. Nesse caso havia até mesmo uma distinção social, pois os simples soldados utilizavam lenços de algodão enquanto os oficiais utilizavam o acessório de seda.

Segundo Miti Shitara, professora de história da moda da faculdade Santa Marcelina, há registros de uso de lenços no pescoço por soldados chineses, no século III A.C. e também entre o Exército da Roma Antiga, como sudário. “O lenço protegia não só do calor, mas também servia para estancar sangue e limpar a boca, por exemplo.”

Em 1618, quando um regimento croata passou por Paris durante a Guerra dos Trinta Anos usando um lenço no pescoço. Segundo Shitara, o adereço, usado com renda e depois chamado de ‘cravate’ (derivado da palavra ‘croata’), virou moda na França, e passou a ser usado pela nobreza e pela realeza – Luis XIV

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Os franceses gostaram tanto dos lenços coloridos de outros povos que passaram a utilizá-los em volta do pescoço, acessório que foi chamado de kravata que é uma palavra croata que deu origem as gravatas. Para os franceses os lenços eram usados para a mostrar a inclinação política do homem dependendo da cor escolhida.

Fonte: More Easy

 Seguem algumas inspirações para usar o lenço. .

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Segunda solar 

Apesar de levemente mais quente a segunda começou fria e a noite gelou. Como não saio sem agasalho essa época, fui com uma peça leve, de tecido modernoso e a prova d’agua. Gostei pois me aqueceu mais tarde e deu uma quebrada no visual com predominância da alfaiataria. 

A duffy bag foi uma ótima aquisição aquisição  de um brechó. E a um preço bem justo; 50 pilas. Quando vi gostei de cara das cores.  Ótima semana a todos. 

 

  
  
  

Dia de Branco 

“Hoje é dia de branco”. Essa frase era usada pelos marinheiros brasileiros quando precisavam se apresentar aos capitães dos navios. Somente usando o branco podiam embarcar para trabalhar. Assim como o preto é um clássico, o branco nunca sai de moda. Acompanhado-o calça e gravatas azuis dá o toque navi sofisticado. Para completar minha bici; Charlotte Blue com uma capa de selim que eu mesmo fiz para proteger a raridade Brooks C17.