A verdaderia crise

Acordar. Pegar a minha dobrável. Fazer um trecho de bus. Depois pedalar outro tanto. Ir e voltar pra casa sem pagar um flanelinha sequer, sem gastar com gasolina. Sem IPVA na cola ou ficar preocupado com prestações de automóvel. Max Weber disse uma vez que “No dia que o último barril de petróleo for usado o capitalismo entrará em colapso”. Para quem consegue perceber os “sinais”, mesmo diante de tantas mentiras propagandeadas mídia a fora, o colapso já está ai e em todos lugares.

Quando a ONU elegeu a bicicleta como o veículo do futuro ela já dispunha de vários indicadores para essa afirmação. Todas as pessoas que abdicaram do automóvel pela bicicleta ou outras formas menos poluentes de locomoção já sentem como suas vidas melhoraram. A arte de abdicar é a verdadeira condição para o prazer.

Fotos; Jocasta Luiza

 

IMG_0079IMG_0084IMG_0089IMG_0095IMG_0104

Anúncios

Outono Rosa Coral 

O outono chegou mas o frio não. Os dias ainda estão bem quentes e por isso resolvi usar minha calça rosa coral. Essa cor é difícil ver no street style masculino de BH. Uma pena pois é uma cor tão democrática. praticamente fica bem em totos os tons de pele. É comumente associada no look a cores tons de azul, cinza, verde escuro, preto, branco e etc. Já vi na gringa composições color block  que achei sensacional.  Sinto que ainda há muitas possibilidades para se fazer com essa peça. O mundo é um poço de possibilidades.

Fotos José Martins



 

Pra inspirar quando algo rosa coral aparecer no seu guarda-roupa;

 

Xadrez Madras

Graças a essa minha incursão no estudo do dress code masculino descobri há tempos que xadrez não é somente xadrez. Há vários tipos! Como outro dia resgatei a história do xadrez Vicky. Breve reunirei todos os xadrezes em um post somente. Ainda tenho que experimentar os outros! rs.

Hoje resolvi usar o Xadrez Madras que surgiu na cidade de Chennai na Índia, no século XIX. Depois foi levado a Europa pelos ingleses mas só fazia parte de peças secundárias como saias, lenços e acessórios. A sua principal característica é ser feito sobre o algodão e em cores vibrantes distribuídas em linhas horizontais e verticais de diferentes espessuras. Hoje o xadrez madras é o destaque em muitas coleções. Eu acho que é um tipo de xadrez lindo para  usar no verão mas em camisas de manga comprida prefiro em dias menos quentes.

Eu poderia ter usado com o jeans azul indigo mas preferi o cinza para dar mais destaque a esse xadrez.

Fotos: Bruno Lisboa 
  

Agora que já sabem o que é o xadrez madras vejam alguns exemplos e identifiquem se há algo assim no seu closet.

Azul é a Cor Mais Quente 

Hoje quando peguei essa camisa (toda construção hoje do look se deu por base nela) lembrei do titulo do filme do diretor  franco-tunisiano  Abdellatif Kechiche  que conta no longa  Azul é a Cor Mais Quente, a história muito intimista de duas garotas que se relacionam (mas o filme vai muito além de uma relação de amor, não quero dar spoilers).  Um detalhe lindo é que a cor azul está no título, no cabelo da personagem Emma e em praticamente toda a produção (de ambiente a figurino) do filme.

Azul é a Cor Mais Quente - Foto

Sobre esse azul, comumente chamado de Azul Royal (Ou azul real) já era conhecido dos egípcios mas na idade média a cor da nobreza era o vermelho enquanto o azul era dos servos. Logo depois o azul foi escolhido como a cor da civilização ocidental. Os muçulmanos e cristão também se renderam ao azul durante a a Idade Média.  Por fim a Europa resolveu adotar o azul para os seus códigos e sistemas sociais tanto que a cor que veio a tomar lugar na própria bandeira do Conselho da Europa. (Fonte; Cores ou o trabalho do conceito – Antonio Barros).

Então a camisa me lembrou toda essa história e me dei conta que foi no azul  também onde encontrei minha primeira paixão. Mas isso é tema para outro post.

 

   

O menu gourmet do almoço precisou ser romântico; risoto com damasco e bisteca ao vinho. Mmmmmm.

Outras inspirações para você também usar seu azul.

Pregando botão 

Hoje amanheceu frio. Peguei meu casaco e vi que faltava um botão. Separei agulha e linha e preguei. Aprendi criança ainda a pregar botão. Mainha logo percebeu que eu não seria menino  dependente de mãos alheias para fazer muita coisa. Então toda vez que prego um botão, também lembro de mainha. 

Dizem que este ano teremos mais dias frios. Só serei que meu coração estará quente graças a mainha. 

   
    
   

Estilização Fixie

Depois de seis meses usando resolvi customizar um pouco minha FiX da Caixa. Afinal já há muitos “clones” na rua e acho que precisava dar esse tapinha no vizu. Comprei uma roda nova (Red). Cortei duas estórias de um HQ da Marvel Comics e colei no quadro usando cola branca que depois também foi um pouco diluída para virar um verniz. Aproveite para trocar o pedal e selim (ambos da minha FiX One Charllote, que vai ganhar um pedal melhor). Fiquei feliz com o resultado. Bicicleta também pode se vestir! Rs. 
   
    
    
   

Minha fixa minha vida 

Em 2014 uma empresa,  apoiada por um programa federal, começou a realizar passeios ciclisticos por varias capitais brasileiras oferecendo um kit; uma bicicleta barata e um roteiro. O primeiro modelo do evento Night Rider’s foi criticado por alguns. Era uma dobravel. Apesar das criticas há quem use-a de boa até hoje. No ano seguinte lançaram um kit com uma bicicleta fixa. A “fixa da Caixa”, como foi apelidada em grupos que curtem esse tipo de bike, custa atualmente, em uma promoção no site ativos.com,  R$250. Muitas criticas surgiram de novo. Resolvi pegar uma para ter uma bicicleta barata e não me preocupar com roubo. As bicicletas fixas atraem legiões de fans. É uma bicicleta minimalista que carrega a essencia das primeiras bikes inventadas. Seis meses depois a minha bicicleta continua intacta. 

Fiquei refletindo sobre as criticas. Os relatos de quebra e de menosprezo a bicicleta soaram bem mais que os positivos. Quem entende de marketing sabe como esses relatos negativos encontram mais ressonacia do que elogios. A bicicleta realmente vem com peças mais baratas mas o que esperar se ela custa menos de R$ 500 enquanto muitas bicicletas desse modelo nao saem por menos de mil? “É tudo preciosismos, vaidade e ego” me disse um amigo. Há aquela maxima também repetida aos quatro cantos; “o barato sai caro”. Nem sempre cara pálida. Há exceções sempre. A fixa da Caixa é uma delas. E o resultado já vejo nas ruas. Muita gente comprando e curtindo. Eu sou um deles. Me sinto pioneiro pois tenho a minha há mais de seis meses. Batizei de Frida. Eu acredito que há muita coisa boa nesse mundo que pode sair de graça e/ou barata. Afinal que veiculo custa neste país menos que um salário minimo? Gosto do termo “Minha Bike Minha Vida”. A realidade continua frustrando a expectativa dos hater’s. Chora boy.