Turbante ancestral 

Tenho uma ancestralidade perdida (praticamente apagada da história do Brasil) em que meus ascendentes malês, nagôs, haussás, do Benim, Sudão, Gana, Costa do Marfim dentre outros foram parar em Salvador e obrigados a trabalhar para colonizadores analfabetos. Esse povo de tez escura e seguidores de Alá lideraram as primeiras rebeliões negras no Brasil. Foram perseguidos e sua religiosidade apagada. Muitos preferiram morrer a serem escravos. Vejo atualmente os terreiros sendo destruídos pela fé e lembro que a comunidade negra antes de tudo tem uma história de resistência e luta. O uso do turbante é uma dessas heranças. Pena que no Brasil não se aprecia a história do povo preto. “Carrego axé na língua, não morro envenenado. Viajei semana e meia daqui pro Rio Jordão..” Aniceto do Império.

Fotos Jocasta 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s