Suspensorios; peça de 200 anos.

Hoje usei os primeiros suspensorios que comprei na vida. Quando tinha 19 anos.

Quando o usei lembrei exatamente da sensação de comprá-lo novo na loja em Salvador. 20 anos depois ele continua um xodó.

Segundo historiadores(as) da moda o suspensório surgiu há mais de 200 anos e teve seu auge na década de 1950.

Foi criado para segurar as calças. Ficou fora do estilo dos homens na década de 1960 mas nos ultimos anos tem sido resgatado no dresscode masculino. Eu simplesmente adoro suspensorios.

É possível usá-lo em diversas combinações.

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Trench Coat – um casaco feito para dias imprevisíveis

Em 1895 Thomas Burberry, criou um casaco para soldados ingleses feito com gabardine (a época um tipo de lã impermeável criado e patenteado por ele) especificamente para soldados a pedido do exercito britânico.

Logo, o casaco que protegia do inverno e chuva, virou integrante do uniforme de soldados de trincheiras.

É dai que vem o nome: trench coat. Trench significa trincheira.

Como as chuvas são frequentes na Inglaterra o casaco caiu no gosto da população e hoje é usado em todo o mundo.

O meu achei numa feira de rua em Amsterdam. De cara vi que me servia, apesar se não experimentá-lo na hora pois estava muito frio. Sempre quis ter essa peça classica mas são carissimas no Brasil. A paciência me rendeu este que alem de novo pois o dono anterior mal usou, custou uma bagatela. O diferencial dele é que alem de proteger do frio leve, protege da chuva. Como não temos um inverno rigoroso em BH, uma camisa social ele por cima, basta para andar protegido e elegante em dias de imprevisíveis.

Da próxima vez que usar seu trench coat lembre-se que muitos soldados sobreviveram graças a ele.

Chapéu Coco

Tenho uma pequena coleção de chapéus. Preciso limpá-los as vezes. Hoje peguei o famoso chapéu coco também conhecido como bowler hat .

Esse simpático nasceu bem peculiar. Segundo consta em textos ingleses em 1849, o político Edward Coke (Inglaterra), encomendou à Lock and Company um chapéu baixo e duro para ser usado em suas montarias, já que a cartola – o chapéu da moda da época, sempre colidia com os galhos mais baixos durante seus passeios à cavalo. O protótipo foi criado pelos chapeleiros Thomas & William Bowler (daí o nome que acho mais justo pois se refere ao criador).

Reza a lenda que ao receber o chapéu, Edward Coke teria jogado o chapéu no chão e pisado nele duas vezes e continuou intacto. Ah uma curiosidade: o nome chapéu coco vem da tradução Coke Hat uma menção ao Edward. .

O chapéu foi popularizado em muitas classes. inclusive para uma das gangues americanas mais mais famosas como as que faziam parte Butch Cassidy e Sundace Kid que chegaram até a América do Sul em 1901 e promoveram uma série de grandes assaltos. Os bandidos tinham a fama de burlarem as polícias e autoridades locais e andarem bem elegantes.

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Da esquerda para a direita: Sundance Kid, Tall Texan, News Carver, Kid Curry e Butch Cassidy. Em Fort Worth, Texas, 1901.

 

 

O tempo passou e o chapéu foi popularizado por trabalhadores ingleses e até artistas como Chaplin. Foi esquecido (não na Bolívia onde coroa as cabeça das cholas) e há hoje um resgate desse tipo de chapéu mundo a fora. O meu já usei no #tweedridebh várias vezes. Tenho muitas historias com esse modelo. Inclusive o primeiro que encontrei dei a mainha num episódio hilário e perigoso em que o chapéu saiu da sua cabeça e atravessou uma avenida de NYC

Com tantas histórias em sua existência não é um chapéu qualquer né? requer certa atitude para usá-lo. Hoje resolvi dar um passeio com o meu.

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Utilidade

Mais de 48hs de chuva direto em BH e sair sem se molhar é quase impossível. Felizmente eu tenho pelo menos 5 itens que me protegem e são bem úteis nesses dias encharcados: capa de chuva, mochila impermeável da 2C2 bags,  sombrinha e capa para ela, e por ultimo a  bota impermeável Timberland (que comprei na blackfriday ano passado e que me acompanhou pela Europa onde pegou neve e chuva).

Não foram baratos porém todos são de qualidade e combinados posso sair de boa nesses dias. Como aprendi na Alemanha “Não existe tempo ruim e sim roupas e acessórios ruins”.  Axé e ótima sexta.

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De volta a Guignard

Essa semana (re)começaram as aulas na Escola de Artes Guignard e claro, fui com minha nobre bicicletinha para a aula. Na volta para o trabalho fui clicado pela amiga Bruna Caldeira do projeto Pés e Pedais, que estava realizando o registro dos ciclistas de Belo Horizonte para a contagem de 2018.

A Bernardo Monteiro é uma das minhas ciclo rotas para a CMBH. Ontem fui o 116° ciclista a passar pelo contador. Será um semestre intenso. Bora lá.

No outfit  acabei me inspirando no visual worker onde o jeans tem forte presença. São peças que manterei no meu guarda-roupa por muitos anos por sua durabilidade e atemporalidade.

A pé na conversa

Hoje o tempo virou e pegou muita gente desprevenida. Neblina e uma chuva fina esporádica, alem do frio, deram o tom matinal. Há quem ache desconfortável usar o que consideram “muita” roupas por causa do calor. O que pouca gente sabe é que o corpo não sente frio nem calor de forma homogênea.

Assim varias pessoas ficam resfriadas ou gripadas por acharem desnecessário um agasalho. Aconteceu comigo uma vez ao viajar no frio e pedalar agasalhado mas desconsiderei o frio absorvido pelas partes expostas. Resultado: peguei um baita resfriado. Aprendi a lição pois desconfortável mesmo é sentir o tempo e ficar doente. Equalizar nosso estilo ao que nosso corpo sente e ao  tempo externo é uma ciência.

Hoje usei uma blusa fina, um blazer grosso de algodão por cima, calça de sarja e tênis. Andei quase 6 km para chegar ao trabalho. Eu gosto de andar quando não estou de bike. Posso conversar com amigas, ir batendo papo e depois conversando com meus pensamentos e claro: observando a cidade. A roupa foi super adequada pois como tenho costume já sei o que usar para a caminhada. Quando esquentou tirei um pouco o blazer.

Foto Lais Monteiro. Com quem andei boa parte da caminhada e sempre temos conversas proveitosas. O caminho foi somente descer e descer. Das coisas boas de BH.

Parka – Agradeça ao Povo Inuíte

Já estamos no inverno. Muitos homens nem ligam. Usam as roupas que já tem. Outros já correm desesperados para comprar novas jaquetas. Calma, man. Não gaste seu dinheiro ou tempo com qualquer roupa. É provável que aquela peça abandonada no armário tenha uma história legal e possa ser ressignificada. Tá cheio de roupas assim no brechó também e que não esvaziarão suas economias.

No dress code masculino do Brasil tudo é jaqueta. Eu também pensava assim até que comecei a pesquisar e descobrir que mesmo entre as jaquetas há diferenças (como a bomber, por exemplo).

Hoje resolvi usar uma parka que trouxe de Paris, onde comprei por apenas 1 euro. (WTF?). Explico essa em outro post. Antes de explanar sobre a parka, explico como surgiu a ideia de escrever sobre ela.

Há alguns dias a primeira dama norte-americana foi visitar crianças enjauladas, no Texas, usando uma parka com a frase escrita em branco “I really don’t care. Do u?” (em tradução, “Eu realmente não me importo. Você se importa?”).

Depois de bastante criticada por causa da frase no contexto das crianças aprisionadas e longe dos pais, ela soltou nota dizendo que a frase se refere a fakenews. Fiquei refletindo  o quanto a peça de roupa foi inadequada ao contexto embora expresse bem o espirito das pessoas atualmente. Realmente não se importam, principalmente as mais ricas. Contanto que continuem ricas ou enriquecendo, que possam comprar suas tralhas e viverem suas vidinhas repletas de serviçais.
É por isso que QUEM SE IMPORTA não pode se calar. Jamais.
Sempre digo também: a roupa é uma linguagem poderosa e diz muito sobre a gente.

Não duvido nada que a parka que ela usou estoure em vendas e que surja outra com frase inversa criada pela mesma marca. Daqui há alguns anos será citada como case de sucesso.

Vamos voltar a Parka. Não é minha primeira. Assim como muitos, eu já tinha essa peça e nem sabia o nome. A Parka é uma palavra Inuíte que significa pele animal. É um “casaco” mais longo que uma jaqueta comum e foi criada pelos Inuítes, indígenas norte-americanos que habitam regiões frias do Canadá (erroneamente nomeados de esquimós, nome que eles não gostam).

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Os inuítes não gostam de serem chamados de “esquimós” nome dado por colonizadores e que significa “comedor de carne crua”. Estão certos.

Os inuítes usam as parkas em atividades ao ar livre, para proteção do frio, da chuva e das intempéries em geral. É claro que não vivemos na Sibéria nem Alaska para sair com peles nas costas. Porém essa peça versátil e útil foi repaginada e ganhou o mundo.

A Parka foi reeditada durante as Guerras Mundiais. A que usamos hoje vem do modelo “snorkel” feira para aviadores. Mais leve, de nylon e fleece, inspirou a indústria de roupa a fazer modelos urbanos. Atualmente há uma infinidade de materiais que podem ser usados para várias intensidades de frio e até chuva.

Hoje nos 14 graus de BH escolhi este, que até então nunca tinha usado.

A mais clássica dentre as parkas é a verde. Uma forte referência aos militares que deram origem a essa versão.

Vocês podem usar e abusar da Parka e não precisa ter muitos modelos pois é uma peça atemporal que fará parte do seu guarda-roupa por muito tempo.

Fonte

http://www.royalfashionist.com.br/como-usar-a-jaqueta-parka-masculina-com-estilo/j