Bicinic

Gosto de encontros ao ar livre em parques e locais públicos longe do frenesi motorizado. Frequentemente promovo o bicinic palavra que uso para designar o picnic feito com as magrelas. Em nossos encontros sempre há, pelo menos uma, iguaria feita por nós mesmos ou familiares. Suco, frutas, café, chá, bolo, pães, queijo e etc fazem parte do cardápio. A filosofia é consumir poucos industrializados, gerar o mínimo de resíduo e curtir horas agradáveis conversando sobre tudo! É um momento que não custa tanto quanto ir a um boteco ou bar e no final das contas ainda podemos levar nossas bicicletas e curtir o caminho. 

Em BH temos muitos parques para explorar e realizar esses encontros. As bicicletas low ride e com bagageiros ou cestinhas são perfeitas para levar os quitutes. Enfeites para árvores e galhos dão um charme especial. Não se pode esquecer de levar pequenas almofadas e repelente!. O resto é pura diversão! O Bicinic é momento  para rir muito e guardar na memórias as sensações.  Chamem seus amigos e divirtam-se! 

Fotos Gil Sotero

Crocheteiro 

Recentemente comprei uma blusa de crochê (a segunda do meu guarda-roupa) e decidi que iria aprender a fazer um dia. O universo me ouviu e essa semana encontrei minha vizinha Norma que está super empolgada com o crochê e fizemos um acordo; vou ensiná-la a pedalar e ela a crochetar. O resultado da aula de ontem e que hoje vim trabalhar fazendo crochê. Aprendi um ponto e sigo treinando nele com lã. Estou simplesmente adorando.

Segundo minhas pesquisas a palavra “crochê” vem de “croc”, que no dialeto nórdico, significa “gancho”. É difícil dizer onde surgiu pois poucas peças restaram para contar sua história. Há objetos antigos de crochê espalhados pelo mundo todo. Especialistas afirmam que a China, Turquia e América do Sul (Peru) talvez sejam as responsáveis pelo crochê ganhar o mundo.  Porém foi em 1800 que o crochê ganhou a corte e foi popularizado ao ser publicado uma revista de Riego de La Branchardiere ensinando pontos e padrões para serem reproduzidos por todos. Ela fez isso após ter ensinado a técnica do crochê à corte da rainha Victoria. 

Homens crochetando ainda é tabu mas não deveria. Até famosos já o fazem. Essa primeira peça estou usando lã. Mas logo partirei para algodão. Então vou praticar e fazer quem sabe algumas “brusinhas”…rs. Axé.

O retorno do inverno a BH 

A sequencia de dias frios fez as pessoas relembrarem que a capital mineira tinha o inverno como uma estação bem definida e com vários dias gélidos há algumas décadas. De fato, morando há mais de 14 anos na cidade percebo o quanto ela esquentou com o passar dos anos. As causas são variadas mas certamente as interferências urbanísticas na cidade também contribuem para que ela se torne uma ilha de calor.

Eu estou gostando pois inclusive tenho testado roupas que funcionam, e outras não, para estações e dias mais frios. Gorro me agrada pois além de tudo aquece minhas orelhas que logo reclamam do sopro gelado. Outro item que adotei neste inverno e muito útil é a gola cachecol. Inclusive para pedalar pois como não se desfaz deixa o pescoço protegido. Doei parte das minhas roupas de frio antigas. Gosto de coisas novas no inverno, para  poder renovar, porém há peças que são atemporais como esse suéter que comprei recentemente mas quero preservá-lo por muito tempo.

A estátua esculpida para representar o inverno e exposta na Praça Rui Barbosa, no Centro de Belo Horizonte, é uma das obras construidas em mármore e que representa as quatro estações. A peça que integrara o projeto de remodelação da Praça Rui Barbosa, na década de 1920, é a única dentre as estátuas, daquela época da Praça, que possui o aspecto masculino. Um senhor envolto em mantos e descalço quase encolhido de frio representando a estação mais fria da cidade. A literatura belorizontina também atesta que o frio era uma constante nessa época. (Essa e outras imagens visitaremos num passeio em homenagem aos 120 anos de Belo Horizonte que faremos dia 05 de Agosto). Se teremos invernos como há tempos não sei. Pode ser que sim. De qualquer forma é sempre bom ter algo no guarda-roupa para manter-se aquecido.

 

Todo dia é dia de se amar

O mercado inventou o dia dos namorados. A igreja acrescentou santo. A grande questão é que hoje é somente mais um dia onde o AMOR deve prevalecer. Ele começa por nós mesmos!. Se amar é a primeira parte do processo de compartilhar a vida. Se amar nos protege de relacionamentos abusivos e nos dá paz pois quando encontramos outro amor ele soma. O que usamos reflete um pouco desse amor  próprio. Ao invés de se vestir para os outros façamos por nós mesmos primeiro. 

Beijos no coração e não esqueçam; amar a si e não unicamente a si mas primeiramente a si. Axé.

Fotos Jojô

Roupa para festa 

Hoje cheguei no trabalho e uma amiga me perguntou se eu ia a alguma festa. Respondi que todo dia é uma festa se amanhecemos bem! Rs. Mas fiquei pensando sobre isso. Eu realmente não entendo porque as pessoas se arrumam para festas onde irão dançar pular e ficarem todos desarrumados logo em seguida e para o dia-a-dia andarem à toa. Em casamentos e formatura as pessoas “capricham” no visual. Tiram fotos. Fazem mil concessões e depois abandonam tudo em brechós! Rararara.

A verdade é que se você tem um estilo é óbvio que sua vida elegante não vai se resumir a festas. Você será a festa. É por isso que hoje, um dia cinza, frio e calmo, resolvi que era um dia também festivo. Axé. 

Sem explicações 

Lí outro dia que a parcela de pessoas felizes com sua aparência é assustadoramente pequena. Há uma industria que se alimenta do auto martírio. Segundo os especialistas um dos motivos dessa baixa autoestima é o excesso de foco no que a pessoa considera ruim em si. Essa percepção de “defeitos” são acentuados pela industria dos padrões. o mesmo se aplica ao que usamos. Estar feliz com o que se usa é parte desse processo. Quantas vezes você se arrumou e um detalhe ou uma peça te fez repensar todo o look? Pois hoje resolvi que queria usar tênis e saí de casa assim;   Seja você seu padrão e não dê explicações.

Maio 

Caiu a tarde e lembrei de um trecho do poema: 

“Eu nada te peço a ti, tarde de maio, senão que continues, no tempo e fora dele, irreversível…” Tarde de Maio – Carlos Drummond de Andrade.

Hoje peguei minha dobrável e precisei ir a três lugares no meu tempo, do meu jeito. 

Fotos Jocasta Luiza 

Quando estou na bike quem carrega a bolsa é ela. Rs