Bicinic

Gosto de encontros ao ar livre em parques e locais públicos longe do frenesi motorizado. Frequentemente promovo o bicinic palavra que uso para designar o picnic feito com as magrelas. Em nossos encontros sempre há, pelo menos uma, iguaria feita por nós mesmos ou familiares. Suco, frutas, café, chá, bolo, pães, queijo e etc fazem parte do cardápio. A filosofia é consumir poucos industrializados, gerar o mínimo de resíduo e curtir horas agradáveis conversando sobre tudo! É um momento que não custa tanto quanto ir a um boteco ou bar e no final das contas ainda podemos levar nossas bicicletas e curtir o caminho. 

Em BH temos muitos parques para explorar e realizar esses encontros. As bicicletas low ride e com bagageiros ou cestinhas são perfeitas para levar os quitutes. Enfeites para árvores e galhos dão um charme especial. Não se pode esquecer de levar pequenas almofadas e repelente!. O resto é pura diversão! O Bicinic é momento  para rir muito e guardar na memórias as sensações.  Chamem seus amigos e divirtam-se! 

Fotos Gil Sotero

O retorno do inverno a BH 

A sequencia de dias frios fez as pessoas relembrarem que a capital mineira tinha o inverno como uma estação bem definida e com vários dias gélidos há algumas décadas. De fato, morando há mais de 14 anos na cidade percebo o quanto ela esquentou com o passar dos anos. As causas são variadas mas certamente as interferências urbanísticas na cidade também contribuem para que ela se torne uma ilha de calor.

Eu estou gostando pois inclusive tenho testado roupas que funcionam, e outras não, para estações e dias mais frios. Gorro me agrada pois além de tudo aquece minhas orelhas que logo reclamam do sopro gelado. Outro item que adotei neste inverno e muito útil é a gola cachecol. Inclusive para pedalar pois como não se desfaz deixa o pescoço protegido. Doei parte das minhas roupas de frio antigas. Gosto de coisas novas no inverno, para  poder renovar, porém há peças que são atemporais como esse suéter que comprei recentemente mas quero preservá-lo por muito tempo.

A estátua esculpida para representar o inverno e exposta na Praça Rui Barbosa, no Centro de Belo Horizonte, é uma das obras construidas em mármore e que representa as quatro estações. A peça que integrara o projeto de remodelação da Praça Rui Barbosa, na década de 1920, é a única dentre as estátuas, daquela época da Praça, que possui o aspecto masculino. Um senhor envolto em mantos e descalço quase encolhido de frio representando a estação mais fria da cidade. A literatura belorizontina também atesta que o frio era uma constante nessa época. (Essa e outras imagens visitaremos num passeio em homenagem aos 120 anos de Belo Horizonte que faremos dia 05 de Agosto). Se teremos invernos como há tempos não sei. Pode ser que sim. De qualquer forma é sempre bom ter algo no guarda-roupa para manter-se aquecido.

 

#SaiaParaPedalar 

Como já escrevi aqui uso saia para pedalar porque é confortável e acho adequado ao nosso clima. Há séculos os homens usavam saias. Há várias culturas em que a saia não saiu do dresscode masculino como em tribos africanas, países asiáticos e a Escócia. 

Acho que precisamos nos libertar do tabu que a saia evoca e inclusive para combater o machismo que resulta no assédio qua as mulheres sofrem ao usarem saias. Saia não é um roupa erótica. É apenas uma peça de roupa. 

Como dica sempre uso cueca boxe caso a saia voe. Mas pedalar como os escoceses também vale. A ventilação nos “países baixos” é ótimo! Rs! Tenho quatro saias e adoro usá-las.  Hoje lancei com um amigo o projeto #SaiaParaPedalar para incentivar quem deseja usar saia na magrela e também é mais uma ação para voltar a naturalizar um peça tão bacana para o nosso clima tropical. 

Esta saia é feita pelo meu amigo Fabio Nazareth que lançou alguns modelos para homens. Gostei demais!

Fotos W. Odilon



Vídeo pedalando com de saia.

Uma bike a menos 

Hoje atravessei a Contorno há dois quarteirões de onde um ciclista morreu na tarde dessa segunda, 04/04, na Savassi em BH. Fiquei arrasado com a notícia. Eu vou pela ciclovia tranquilo mas quando chega a hora de pegar a rua tenho medo sim. Motoristas (de ônibus principalmente) não tem noção da relação de forças. Dentro de suas armaduras de metal perdem o contato com o mundo e humanidade. Mas não deixo que o medo me impeça de pedalar. Pedalar é vida e apesar da violência, nós ciclistas ainda somos os últimos nas estatísticas de vítimas do trânsito. Pedestres, motociclistas e até motoristas estão à frente. O que isso quer dizer? Precisamos de mais bicicletas na cidade. Precisamos tornar a cidade mais segura e mais humana. Meus pêsames aos amigos e familiares do Rodrigo (ciclista que se foi).

Na sexta faremos um protesto e provavelmente instalaremos uma gosth bike . 😔

   
    
   

A verdaderia crise

Acordar. Pegar a minha dobrável. Fazer um trecho de bus. Depois pedalar outro tanto. Ir e voltar pra casa sem pagar um flanelinha sequer, sem gastar com gasolina. Sem IPVA na cola ou ficar preocupado com prestações de automóvel. Max Weber disse uma vez que “No dia que o último barril de petróleo for usado o capitalismo entrará em colapso”. Para quem consegue perceber os “sinais”, mesmo diante de tantas mentiras propagandeadas mídia a fora, o colapso já está ai e em todos lugares.

Quando a ONU elegeu a bicicleta como o veículo do futuro ela já dispunha de vários indicadores para essa afirmação. Todas as pessoas que abdicaram do automóvel pela bicicleta ou outras formas menos poluentes de locomoção já sentem como suas vidas melhoraram. A arte de abdicar é a verdadeira condição para o prazer.

Fotos; Jocasta Luiza

 

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Outono Rosa Coral 

O outono chegou mas o frio não. Os dias ainda estão bem quentes e por isso resolvi usar minha calça rosa coral. Essa cor é difícil ver no street style masculino de BH. Uma pena pois é uma cor tão democrática. praticamente fica bem em totos os tons de pele. É comumente associada no look a cores tons de azul, cinza, verde escuro, preto, branco e etc. Já vi na gringa composições color block  que achei sensacional.  Sinto que ainda há muitas possibilidades para se fazer com essa peça. O mundo é um poço de possibilidades.

Fotos José Martins



 

Pra inspirar quando algo rosa coral aparecer no seu guarda-roupa;

 

Azul é a Cor Mais Quente 

Hoje quando peguei essa camisa (toda construção hoje do look se deu por base nela) lembrei do titulo do filme do diretor  franco-tunisiano  Abdellatif Kechiche  que conta no longa  Azul é a Cor Mais Quente, a história muito intimista de duas garotas que se relacionam (mas o filme vai muito além de uma relação de amor, não quero dar spoilers).  Um detalhe lindo é que a cor azul está no título, no cabelo da personagem Emma e em praticamente toda a produção (de ambiente a figurino) do filme.

Azul é a Cor Mais Quente - Foto

Sobre esse azul, comumente chamado de Azul Royal (Ou azul real) já era conhecido dos egípcios mas na idade média a cor da nobreza era o vermelho enquanto o azul era dos servos. Logo depois o azul foi escolhido como a cor da civilização ocidental. Os muçulmanos e cristão também se renderam ao azul durante a a Idade Média.  Por fim a Europa resolveu adotar o azul para os seus códigos e sistemas sociais tanto que a cor que veio a tomar lugar na própria bandeira do Conselho da Europa. (Fonte; Cores ou o trabalho do conceito – Antonio Barros).

Então a camisa me lembrou toda essa história e me dei conta que foi no azul  também onde encontrei minha primeira paixão. Mas isso é tema para outro post.

 

   

O menu gourmet do almoço precisou ser romântico; risoto com damasco e bisteca ao vinho. Mmmmmm.

Outras inspirações para você também usar seu azul.