De volta a Guignard

Essa semana (re)começaram as aulas na Escola de Artes Guignard e claro, fui com minha nobre bicicletinha para a aula. Na volta para o trabalho fui clicado pela amiga Bruna Caldeira do projeto Pés e Pedais, que estava realizando o registro dos ciclistas de Belo Horizonte para a contagem de 2018.

A Bernardo Monteiro é uma das minhas ciclo rotas para a CMBH. Ontem fui o 116° ciclista a passar pelo contador. Será um semestre intenso. Bora lá.

No outfit  acabei me inspirando no visual worker onde o jeans tem forte presença. São peças que manterei no meu guarda-roupa por muitos anos por sua durabilidade e atemporalidade.

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A pé na conversa

Hoje o tempo virou e pegou muita gente desprevenida. Neblina e uma chuva fina esporádica, alem do frio, deram o tom matinal. Há quem ache desconfortável usar o que consideram “muita” roupas por causa do calor. O que pouca gente sabe é que o corpo não sente frio nem calor de forma homogênea.

Assim varias pessoas ficam resfriadas ou gripadas por acharem desnecessário um agasalho. Aconteceu comigo uma vez ao viajar no frio e pedalar agasalhado mas desconsiderei o frio absorvido pelas partes expostas. Resultado: peguei um baita resfriado. Aprendi a lição pois desconfortável mesmo é sentir o tempo e ficar doente. Equalizar nosso estilo ao que nosso corpo sente e ao  tempo externo é uma ciência.

Hoje usei uma blusa fina, um blazer grosso de algodão por cima, calça de sarja e tênis. Andei quase 6 km para chegar ao trabalho. Eu gosto de andar quando não estou de bike. Posso conversar com amigas, ir batendo papo e depois conversando com meus pensamentos e claro: observando a cidade. A roupa foi super adequada pois como tenho costume já sei o que usar para a caminhada. Quando esquentou tirei um pouco o blazer.

Foto Lais Monteiro. Com quem andei boa parte da caminhada e sempre temos conversas proveitosas. O caminho foi somente descer e descer. Das coisas boas de BH.

Trabalhado no linho

Duas peças que garimpei em brechó e que me caíram como uma luva: calça de linho azul e bata também de linho verde água. O linho sempre me acompanha no verão estação que começa nesta semana. Acho confortável e o amarrotado tem um charme que gosto.

A calça jeans branca eu ajustei nas pernas que estavam bem largas. Na verdade como estou costurando jeans eu ando aprendendo a ajustar minhas calças. Já sei mexer nas pernas, fazer bainha se quiser. Isso ampliou bastante meu leque na hora de escolher algo num brechó. Eu sei se a peça dá ajuste por exemplo. Mesmo estando um número maior.

Nesse final de ano não vou comprar nada novo. Tenho uma viagem (dos sonhos) no final de janeiro é preciso concentrar esforço$. Rs. Axé e Feliz Natal!

Cuide das suas roupas 

Eu já escrevi aqui muitas vezes que manter o guarda-roupa, principalmente as peças curingas, é bom para você e seu bolso. Roupas boas e duráveis são praticamente a antítese do mundo da moda hoje calcada no transitório. 

Hoje a sexta começou fria e adotei o estilo navy. Claro sem abrir mão do conforto das peças em algodão. 



Achei esse suéter em algodão há pouco tempo mas já quero que ele dure muito. Foi comprado num brechó e o dono anterior certamente não o usou muito, ou então foi bem cuidadoso mesmo. Para todas as peças de crochê ou tricô é preciso cuidado dobrado. Muita gente corta a etiqueta com instruções sobre como lavar e secar a roupa e esse é o primeiro dos erros. Lá estão informações valiosas para manter a peça apresentável por muito tempo. 


Se você perdeu ou também cortou essas etiquetas da sua roupa de lã ou linha aqui vão algumas dicas que tirei do blog circulo 

NA HORA DE LAVAR: Lave as peças manualmente (a lavagem na máquina com força mecânica pode deformar o modelo da peça) com água fria ou morna (até 40ºC), alguns acrílicos podem encolher e perder o brilho em contato com água quente.

A lavagem com sabão neutro é a melhor opção pois, o sabão em pó é agressivo demais para as fibras delicadas do tricô.

NA HORA DE SECAR:

É preciso ter um certo cuidado; não use prendedores, pois eles podem marcar, o correto é estendê-la em uma superfície horizontal.

Seque suas peças à sombra e/ou vento, pois a secadora e o sol danificam as fibras.

Para não deformar a roupa, o melhor é espremê-la com cuidado em vez de torcê-la após a lavagem.

COMO PASSAR:

Essas peças normalmente não precisam ser passadas, mas caso precisar, nunca pressione demais o ferro na peça nem use-o muito quente, pois a peça poderá esticar.

COMO GUARDAR: Guarde as peças sempre dobradas e não penduradas em cabides, assim não correrá risco da peça esticar e perder a forma.

Quando o frio passar, esqueça os cabides e os sacos plásticos, que criam fungos, prefira guardar as peças em capas de TNT.

Guardar a peça de tricô ou crochê dobrada é uma orientação que também vale para quem trabalha em lojas. Nunca pendure uma peça assim, pois o risco de a peça esticar existe. Claro que há exceções mas, caso não queira correr o risco, é melhor dobrar sempre!

Bicinic

Gosto de encontros ao ar livre em parques e locais públicos longe do frenesi motorizado. Frequentemente promovo o bicinic palavra que uso para designar o picnic feito com as magrelas. Em nossos encontros sempre há, pelo menos uma, iguaria feita por nós mesmos ou familiares. Suco, frutas, café, chá, bolo, pães, queijo e etc fazem parte do cardápio. A filosofia é consumir poucos industrializados, gerar o mínimo de resíduo e curtir horas agradáveis conversando sobre tudo! É um momento que não custa tanto quanto ir a um boteco ou bar e no final das contas ainda podemos levar nossas bicicletas e curtir o caminho. 

Em BH temos muitos parques para explorar e realizar esses encontros. As bicicletas low ride e com bagageiros ou cestinhas são perfeitas para levar os quitutes. Enfeites para árvores e galhos dão um charme especial. Não se pode esquecer de levar pequenas almofadas e repelente!. O resto é pura diversão! O Bicinic é momento  para rir muito e guardar na memórias as sensações.  Chamem seus amigos e divirtam-se! 

Fotos Gil Sotero

O retorno do inverno a BH 

A sequencia de dias frios fez as pessoas relembrarem que a capital mineira tinha o inverno como uma estação bem definida e com vários dias gélidos há algumas décadas. De fato, morando há mais de 14 anos na cidade percebo o quanto ela esquentou com o passar dos anos. As causas são variadas mas certamente as interferências urbanísticas na cidade também contribuem para que ela se torne uma ilha de calor.

Eu estou gostando pois inclusive tenho testado roupas que funcionam, e outras não, para estações e dias mais frios. Gorro me agrada pois além de tudo aquece minhas orelhas que logo reclamam do sopro gelado. Outro item que adotei neste inverno e muito útil é a gola cachecol. Inclusive para pedalar pois como não se desfaz deixa o pescoço protegido. Doei parte das minhas roupas de frio antigas. Gosto de coisas novas no inverno, para  poder renovar, porém há peças que são atemporais como esse suéter que comprei recentemente mas quero preservá-lo por muito tempo.

A estátua esculpida para representar o inverno e exposta na Praça Rui Barbosa, no Centro de Belo Horizonte, é uma das obras construidas em mármore e que representa as quatro estações. A peça que integrara o projeto de remodelação da Praça Rui Barbosa, na década de 1920, é a única dentre as estátuas, daquela época da Praça, que possui o aspecto masculino. Um senhor envolto em mantos e descalço quase encolhido de frio representando a estação mais fria da cidade. A literatura belorizontina também atesta que o frio era uma constante nessa época. (Essa e outras imagens visitaremos num passeio em homenagem aos 120 anos de Belo Horizonte que faremos dia 05 de Agosto). Se teremos invernos como há tempos não sei. Pode ser que sim. De qualquer forma é sempre bom ter algo no guarda-roupa para manter-se aquecido.

 

#SaiaParaPedalar 

Como já escrevi aqui uso saia para pedalar porque é confortável e acho adequado ao nosso clima. Há séculos os homens usavam saias. Há várias culturas em que a saia não saiu do dresscode masculino como em tribos africanas, países asiáticos e a Escócia. 

Acho que precisamos nos libertar do tabu que a saia evoca e inclusive para combater o machismo que resulta no assédio qua as mulheres sofrem ao usarem saias. Saia não é um roupa erótica. É apenas uma peça de roupa. 

Como dica sempre uso cueca boxe caso a saia voe. Mas pedalar como os escoceses também vale. A ventilação nos “países baixos” é ótimo! Rs! Tenho quatro saias e adoro usá-las.  Hoje lancei com um amigo o projeto #SaiaParaPedalar para incentivar quem deseja usar saia na magrela e também é mais uma ação para voltar a naturalizar um peça tão bacana para o nosso clima tropical. 

Esta saia é feita pelo meu amigo Fabio Nazareth que lançou alguns modelos para homens. Gostei demais!

Fotos W. Odilon



Vídeo pedalando com de saia.