No minimalismo de James 

James Jean imortalizou um clássico minimalista do guarda-roupa masculino; a camiseta branca. O “rebelde sem causa” sabia muito bem usar o dress code a seu favor: suas roupas só reforçavam a sua personalidade. Essa peça é simples e elegante se comparada aos efusivos outdors ambulante da atualidade, homens que saem com estampas enormes nas camisetas ostentando marcas e carregando nomes.  Não que estampa seja algo execrável. Eu gosto de algumas.  Mas a camiseta branca tem o seu valor e acho que para pedalar é uma das peças mais curingas. Geralmente compramos mais que um par dessas camisetas então na pedalada é  só levar uma reserva, para o caso de algo acontecer durante o percurso, ou você suar demais, poder trocá-la no local de trabalho sem preocupações.

  
  

Você também que usar a sua camiseta branca?

Aqui seguem alguns styles que separei. Espero que goste dos modelos que separei. hehehehehe

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Pausa 

Na música a Pausa é um intervalo de silêncio em uma peça. No quotidiano frenético do mundo contemporâneo ocidental; é um diamante. Quando foi que na urgência de chegar você parou em algum lugar apenas para contemplar e mudar o ritmo da jornada? Quando estou pedalando faço essas pausas. Eu não quero disputar a velocidade com ninguém. Sigo meu ritmo principalmente na ciclovia. Na pausa que faço as vezes em bancos públicos e praças me recomponho e sempre descubro um novo detalhe ou começo uma prosa descontraída. Hoje com o dia nublado e o clima mais frio, deu até para usar um casaco. 

Por mais pausas no dia-a-dia.   
A pausa para um cafezin é sagrado em Minas.     

 

Sexta Sofisticada  

Outro dia o  Marcos Gomes, um bem sucedido executivo em SP e também ciclista relatou que foi destratado pelo visual de “ciclista esportivo” quando chegou em sua bicicleta a um prédio comercial em que trabalhava. Leia aqui o caso dele.  

O caso do Marcos me lembrou quantas vezes fui maltratado pelo julgamento apressado de uma sociedade hipócrita em que nós vivemos. Segundo uma pesquisa que li outro dia em apenas 7 segundos uma pessoa faz uma leitura das outras apenas pelo visual e jeito. 

Hoje adoro observar a confusão das pessoas em tentar me enquadrar. 

Sexta sexy.    
     

Firma pé 

A fixa é como um cavalo selvagem. É linda, corre mas a qualquer momento pode te jogar pra fora dela. Kkkk. Tudo bem. Não é tão assim. Eu só levei um tombo e foi por causa de um patinador e um bueiro armadilha na Pampulha. Todos os fixeiros me alertaram para usar o firma-pé pois ajuda no pedal e principalmente nas subidas.  O modelo que uso é semelhante a este; 

 O firma pé deixa os pés presos ao pedal fazendo o ciclista ter mais controle dos pedais já que na fixa não há como parar de pedalar.  

Por enquanto não senti grande diferença pois ainda estou tentando fazer algo aparentemente simples porém complicado para iniciantes; encaixar o pé enquanto pedalo. Rs. Continuarei treinando.  

   
   Na fixa assim como na maioria das bicicletas sem protetor de corrente é preciso levantar a barra da calça para não ficar presa entre a coroa e a corrente. É queda ou rasgo na calça na certa! Apesar da minha fixa ter um pequeno protetor na coroa eu não arrisco. Também não quero óleo de corrente na minha bainha né?   
 

Pedalar pelas montanhas de BH é fácil. 

Pedalar pelas montanhas é fácil. Difícil é ultrapassar a ignorância, insensibilidade e arrogância dos motoristas. A semana foi tensa. Duas garotas ameaçadas e com perda total nas bicicletas. Por pouco não tivemos duas tragédias em BH (um desses casos estão aqui) . Nessas horas eu penso o quanto é difícil lidar com motoristas que insistem em tratar ciclistas e pedestres como indignos de compartilhar um espaço. Essa arrogância brasileira já foi retratada no livro “Fé em Deus e pé na tábua: Ou como e por que o trânsito enlouquece no Brasil – Roberto DaMatta”. No livro o autor descreve como o carro potencializa um dos traços escravocratas da nossa sociedade em que pedestres e ciclistas são tratados como “inferiores”. 

Os ganhos por pedalar são inegáveis para quem começa. Além disso os ciclistas não são as principais vítimas dessa violência no trânsito. Em todos os lugares em que há mais bicicletas o trânsito é mais seguro para todos.  Por isso, nessa reconquista pelo espaço urbano;  não vamos retroceder. 

Nessa sexta fui assim à Casa do Jornalista e logo em seguida à Massa Crítica, que nessa edição pedalou pelo Barreiro, reivindicando metrô para a região. Deixei o blazer no trabalho e fui com uma camiseta por baixo. Levei a dobrável porque na volta fiz intermodal. 

   
      

Cor de Ferugem 

O minério está presente em toda cidade. Eu particularmente adoro os monumentos nessa cor ferrugem. Se tem uma coisa que identifica BH na minha ótica é esse tom de ferro envelhecido. Embora a cidade seja jovem, essa cor me remete a uma base antiga saída das entranhas da terra. As pessoas me perguntam: porque sua bicicleta possui apenas um lado com fita? As coisas aparentemente “inacabadas” deixam as pessoas confusas. É claro que a fita de uma lado apenas é o meu toque de design a aparência da bici. Deixei apenas um lado, o mesmo com a manete do freio, para manter a pegada firme quando preciso dele. As bicicletas são itens de design e que reflete o estilo do dono. Eu sempre escolho acessórios que de certa forma valorizem o estilo da bici. As minhas seguem essa regra: sempre deixarei-as mais bonitas, além de praticas.