De volta a Guignard

Essa semana (re)começaram as aulas na Escola de Artes Guignard e claro, fui com minha nobre bicicletinha para a aula. Na volta para o trabalho fui clicado pela amiga Bruna Caldeira do projeto Pés e Pedais, que estava realizando o registro dos ciclistas de Belo Horizonte para a contagem de 2018.

A Bernardo Monteiro é uma das minhas ciclo rotas para a CMBH. Ontem fui o 116° ciclista a passar pelo contador. Será um semestre intenso. Bora lá.

No outfit  acabei me inspirando no visual worker onde o jeans tem forte presença. São peças que manterei no meu guarda-roupa por muitos anos por sua durabilidade e atemporalidade.

Dia Black

Saí de casa de preto pois essa cor só uso em dias mais frios. Como foi ontem. Infelizmente acabou se tornando a cor do luto pois vi uma triste cena nessa terça em BH. Um homem foi atropelado e morto por um motorista que provávelmente invadiu o sinal. O fato está na reportagem do Jornal O Tempo

À noite tivemos um encontro (de ciclistas) durante a abertura da exposição: A Morte das Bicicletas, que retrata bicicletas abandonadas, destruídas aos poucos. A reflexão que quase todos fizeram é que estamos assim também. Pedestres e ciclistas completamente abandonados pela ditadura da velocidade, a inércia dos poderes públicos e o trabalho coordenado e massivo de vários setores da indústria que incentiva as pessoas a usarem excessivamente o carro nos centros urbanos. Práticamente toda urbanização da cidade é voltada para veículos.  Está na hora de uma grande manifestação. 

   
       

Rolltop 

Apesar de produzir minhas peças voltadas para bici eu gosto de adquirir aquelas feitas por outros. Eu acho que é um jeito de valorizar o trabalho alheio e também um forma de aprender novas soluções para meus projetos. Fiquei supreso com a qualidade e design das mochilas da marca (2C2) feitas aqui no Brasil e a preços incríveis. 

Para usar a fixa ainda não achei melhor solução que mochilas nas costas. Pelo menos não uma solução que altere tanto a praticidade e forma de usar a bici. A fixa é um tipo de bicicleta em que o minimalismo é essência. Ela tem um visual clean e acho que os acessórios também precisam seguir essa estética. Não gosto de andar com “mulambos” nas costas rs…rs

Fotos: Jocasta Luiza.    
     

  

Depois da Chuva 

As vezes tudo pode dar errado mas se tiver paciência e observar as gotas  caírem, quando ela passar verá como foi boa. Depois da chuva fui a Savassi com Lupita. Look leve para enfrentar dias pesados. 



Mais tarde avistei este senhor carregando as bolas grandes no meio da Savassi. Ele levava nas costas o que já foi um dia a felicidades das crianças. Será que vendeu algum? Gostaria de pensar que sim. 





A goiaba do quintal de antigamente

Cheguei nesta amanhã na agência para pegar Lupita pois precisarei dela para os deslocamentos hoje e encontrei a goiabeira carregada.  Nunca a tinha visto tão cheia!.

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É claro que carreguei um tanto!

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Até a década o final da década de 90 muitas casas brasileiras tinha um quintal. A maioria das pessoas tinham pelo menos uma arvores frutífera e os vizinhos trocavam produtos, doavam e sempre havia uma fruta “in natura” para a criançada. Comi muito mamão, carambola, manga, pitanga, cajú etc.

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Infelizmente os quintais viraram garagens para carros e espaço para churrasqueiras. E há crianças que nunca viram uma goiaba! Ofereci a segurança que fica perto do bicicletário da CMBH, mas ela recusou ao me perguntar se tinha bicho. Eu respondi com o famoso ditado: “bicho de goiaba, goiaba é”!.  Pessoas. Elas preferem suco de goiaba de caixinhas. Se soubessem que o bicho da goiaba é um indicador de que a fruta não contem agrotóxico!

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Look do dia: felicidade  por encontrar a goiabeira carregada.

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Desacelere

Hoje é sexta de feriadão em BH. Como sempre as pessoas lotam as ruas de automóveis, ficam estressadas e impacientes correndo para tudo. Engraçado que o termo desacelerar é sempre usado para a pessoa parar de correr e apreciar mais a vida. Então por quê não tirar o pé do acelerador e andar no tempo das pernas? Para combater esse espírito de stress pré-feriadão três coisas me ajudam a atrair boas energias e evocar a simplicidade: bermuda, minha bicicleta bege e as plantas.
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Sempre que vou buscar plantas escolho um jeito que seja prático, bonito e elegante. Hoje foi essa bolsa feita de palha de bananeira.

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E quando os pedestres passam eu sigo. Os motoristas até esperam a minha bici atravessar e por um segundo eu sinto que eles tiraram o pé do acelerador.

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Chic é pedalar

Sexta-feira é o dia mundial de sair de casa de carro. Motoristas lotam as ruas e querem se deslocar velozmente pela cidade engarrafada. Todos têm pressa. Enquanto isso: eu vou de bici pelo centro. Pedalar melhora a vida na cidade e nos deixa melhor. A sexta começou com Anne Frank minha primeira bicicleta vintage. Chic é deixar um planeta para as próximas gerações.

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