De volta a Guignard

Essa semana (re)começaram as aulas na Escola de Artes Guignard e claro, fui com minha nobre bicicletinha para a aula. Na volta para o trabalho fui clicado pela amiga Bruna Caldeira do projeto Pés e Pedais, que estava realizando o registro dos ciclistas de Belo Horizonte para a contagem de 2018.

A Bernardo Monteiro é uma das minhas ciclo rotas para a CMBH. Ontem fui o 116° ciclista a passar pelo contador. Será um semestre intenso. Bora lá.

No outfit  acabei me inspirando no visual worker onde o jeans tem forte presença. São peças que manterei no meu guarda-roupa por muitos anos por sua durabilidade e atemporalidade.

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Bicinic

Gosto de encontros ao ar livre em parques e locais públicos longe do frenesi motorizado. Frequentemente promovo o bicinic palavra que uso para designar o picnic feito com as magrelas. Em nossos encontros sempre há, pelo menos uma, iguaria feita por nós mesmos ou familiares. Suco, frutas, café, chá, bolo, pães, queijo e etc fazem parte do cardápio. A filosofia é consumir poucos industrializados, gerar o mínimo de resíduo e curtir horas agradáveis conversando sobre tudo! É um momento que não custa tanto quanto ir a um boteco ou bar e no final das contas ainda podemos levar nossas bicicletas e curtir o caminho. 

Em BH temos muitos parques para explorar e realizar esses encontros. As bicicletas low ride e com bagageiros ou cestinhas são perfeitas para levar os quitutes. Enfeites para árvores e galhos dão um charme especial. Não se pode esquecer de levar pequenas almofadas e repelente!. O resto é pura diversão! O Bicinic é momento  para rir muito e guardar na memórias as sensações.  Chamem seus amigos e divirtam-se! 

Fotos Gil Sotero

#SaiaParaPedalar 

Como já escrevi aqui uso saia para pedalar porque é confortável e acho adequado ao nosso clima. Há séculos os homens usavam saias. Há várias culturas em que a saia não saiu do dresscode masculino como em tribos africanas, países asiáticos e a Escócia. 

Acho que precisamos nos libertar do tabu que a saia evoca e inclusive para combater o machismo que resulta no assédio qua as mulheres sofrem ao usarem saias. Saia não é um roupa erótica. É apenas uma peça de roupa. 

Como dica sempre uso cueca boxe caso a saia voe. Mas pedalar como os escoceses também vale. A ventilação nos “países baixos” é ótimo! Rs! Tenho quatro saias e adoro usá-las.  Hoje lancei com um amigo o projeto #SaiaParaPedalar para incentivar quem deseja usar saia na magrela e também é mais uma ação para voltar a naturalizar um peça tão bacana para o nosso clima tropical. 

Esta saia é feita pelo meu amigo Fabio Nazareth que lançou alguns modelos para homens. Gostei demais!

Fotos W. Odilon



Vídeo pedalando com de saia.

Ame seu coração 

A ciência moderna já sabe que o coração é sensorial além de poderoso e com um sofisticado sistema nervoso para processar informação, se comunicar com o cérebro e agir independente. Ele é muito mais que um “motor” e mesmo assim estamos na era do sedentarismo e do descaso com as funções vitais e complexas do maior produtor de energia do nosso corpo. Inteligência é cuidar do coração. Pedalar é amá-lo. 

O look do dia é em homenagem a meu coração e a minha bici que me faz cuidar dele. 

Foto Jocasta Luiza 


Turbante 

Outro dia resolvi usar um turbante novamente e não levei nenhuma fina de motoristas. Os olhares das pessoas na rua me rendeu o tom de “exótico” e perigoso. Penso que a indústria da moda é tão massificante que as pessoas nunca param para refletir a origem de cada estilo. Os turbantes são usados em muitas partes do mundo e há seculos!

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Com minha monareta 

A origem dos turbantes, apesar de não detalhada, certamente é a Africa. Há inclusive historiadores sugerindo que os turbantes foram amplamente usados no Egito, outros afirmam que os persas começaram com um tipo de boné cônicos e depois se transformou nos turbantes modernos. Os turbantes tinham (e ainda têm) muitos significados religiosos. Os homens Sikhs usam um turbante pontudo, para guardar seus longos cabelos diante de Deus. Na África turbantes são comumente usados por homens muçulmanos. No Paquistão , o turbante é usado em larga escala, especialmente entre a população rural. Na Índia o turbante é referido como um pagri.No passado até o exercito bizantino usava uma espécie de turbante.

Os turbantes atuais são tão diversos como as culturas que os usam. Variam em muitos tamanhos e cores.

Os fashionistas de plantão e modistas que adoram dissociar  os objetos de suas cultura de origem inventaram o termo  Murban  (Man + Turban), para designar os turbantes masculinos

Um dos ícones atuais e divulgadores do turbante é o ator e design indiano radicado em NY,  Waris Ahluwalia. O turbante sikh é parte de sua identidade. Ele inclusive já relatou que foi impedido de embarcar por causa de descriminação ao seu turbante.

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Fonte Black Pages Brazil.

Aqui as inspirações para os adoradores do murban

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Não são lindos os turbantes? rs.

Uma bike a menos 

Hoje atravessei a Contorno há dois quarteirões de onde um ciclista morreu na tarde dessa segunda, 04/04, na Savassi em BH. Fiquei arrasado com a notícia. Eu vou pela ciclovia tranquilo mas quando chega a hora de pegar a rua tenho medo sim. Motoristas (de ônibus principalmente) não tem noção da relação de forças. Dentro de suas armaduras de metal perdem o contato com o mundo e humanidade. Mas não deixo que o medo me impeça de pedalar. Pedalar é vida e apesar da violência, nós ciclistas ainda somos os últimos nas estatísticas de vítimas do trânsito. Pedestres, motociclistas e até motoristas estão à frente. O que isso quer dizer? Precisamos de mais bicicletas na cidade. Precisamos tornar a cidade mais segura e mais humana. Meus pêsames aos amigos e familiares do Rodrigo (ciclista que se foi).

Na sexta faremos um protesto e provavelmente instalaremos uma gosth bike . 😔

   
    
   

A verdaderia crise

Acordar. Pegar a minha dobrável. Fazer um trecho de bus. Depois pedalar outro tanto. Ir e voltar pra casa sem pagar um flanelinha sequer, sem gastar com gasolina. Sem IPVA na cola ou ficar preocupado com prestações de automóvel. Max Weber disse uma vez que “No dia que o último barril de petróleo for usado o capitalismo entrará em colapso”. Para quem consegue perceber os “sinais”, mesmo diante de tantas mentiras propagandeadas mídia a fora, o colapso já está ai e em todos lugares.

Quando a ONU elegeu a bicicleta como o veículo do futuro ela já dispunha de vários indicadores para essa afirmação. Todas as pessoas que abdicaram do automóvel pela bicicleta ou outras formas menos poluentes de locomoção já sentem como suas vidas melhoraram. A arte de abdicar é a verdadeira condição para o prazer.

Fotos; Jocasta Luiza

 

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