Orgânica

Uma amigo hoje resumiu o que significa pedalar a fixa, sem ter muito experiencia apenas do que ouve falar: vicia porque é orgânica. Ele captou bem  a essência dessa bicicleta. Você pode ir para frente ou para trás, rápido ou devagar. Acho que a bicicleta é o veículo que mais se conecta ao corpo humano.   
           

  

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Sapeurs – Os Dândis do Congo

Quando pensamos em lenços de seda, calças de veludo rosa, ou casacos de tweed feitos por um alfaiate, decerto que não fazemos logo uma associação às favelas mais pobres da África. Mas tudo isto é comum para qualquer habitante do Congo! Graças a subcultura dos Sapeurs, os homens extraordinariamente bem vestidos do Congo.

screen-shot-2011-04-05-at-02-30-35Enquanto muitos homens pelo mundo têm medo do dandaísmo, no Congo é um privilégio e um orgulho ser um dandy! No meio de favelas destruídas pela guerra, e reconstruídas com pedaços de qualquer coisa, estes homens vestem-se com roupas feitas sob medida. Elegantemente passeiam nas ruas, lamacentas, onde uma tábua serve para fazer de ponte, conseguindo manter os seus sapatos, orgulhosamente engraxados e imaculados. Os dandies africanos remontam ao século 18, quando os escravizados (principalmente os que viviam de perto a vida dos seus ‘donos’) eram vestidos de uma forma elegante, para assim, poderem se ‘encaixar’ nos ambientes luxuosos onde trabalhavam. Mais tarde, quando a escravatura foi abolida, muitos africanos livres já tinham começado a criar o seu próprio estilo dandy. Eram bem mais originais que os europeus, incorporando elementos diferentes, mas mantendo sempre uma máxima; a elegância.

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O nome da subcultura dos Sapeurs do Congo vem da abreviatura ‘La SAPE’ (Société des Ambianceurs et des Personnes Elegantes, ou a Sociedade dos Formadores de opinião e Pessoas Elegantes). O primeiro ícone dos Sapeurs ou ‘Grand Sapeur’ foi André Matsoua, uma figura religiosa e política do Congo muito influente que, em 1922, ao voltar de Paris e para o espanto geral dos seus compatriotas (que se vestiam com trajes africanos tradicionais), tinha por hábito utilizar roupas de corte europeu, mais precisamente  elegantes  modelos franceses.

3234732201_ebc45428f4sapeurs_post2-520x323[1]Durante muito tempo, logo a seguir à descolonização Belga, o Congo esteve sob um apertado regime ditatorial comandado por Mobutu (famoso pela sua preferência pelos padrões e peles tigrados) e qualquer associação com a cultura ocidental era severamente desaprovada (e punida). Papa Wemba tornou-se um simbolo visual de revolução, contra a privação económica e ditadura política. Papa Wemba (por ser conhecido internacionalmente) conseguia desafiar de uma forma um pouco mais visivel o regime de Mobutu, tendo criado a sua própria aldeia, onde manteve um conjunto de códigos morais com ênfase em elevados padrões de higiene pessoal. A higiene e o vestuário elegante eram condição para se ser um Sapeur, independentemente das diferenças sociais.

094bd28cfdfe94c9a7567846567cc6f9A ‘Sapologia’ ou Dandaismo no Congo não é nenhuma nem qualquer tendência de moda. É uma forma de viver a vida que implica mais do que estar bem vestido, ou ser vistoso. É quase como um código de conduta que torna o Sapeur um alguém importante, não pelo que veste mas pela pessoa que pretende ser.

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Apesar de a maioria dos Sapeurs ter testemunhado, em primeira mão, toda a brutalidade e horror de três guerras civis, um Sapeur é uma pessoa não-violenta, é respeitoso e atencioso para com os outros. Um dos lemas mais importantes dos Sapeur diz algo como isto: “Vamos baixar as armas, vamos trabalhar e vestir-nos com elegância”. As drogas estão completamente fora do estilo de vida de um Sapeur, o hábito de usar qualquer tipo de droga não combina com o estilo de vida elegante para um Sapeur.

Quer saber mais sobre os Sapeurs? Assista este documentário.

Inspirados pelos sapeurs hoje fui trabalhar colorido e tendo em mente também os ideais de elegância, cortesia, irreverência e contestação a ditadura sport wear e “vulgaridades” nas vestes do dia-a-dia. Claro  que usei minha bici!  Axé pros irmãos do Congo!

  
   
Fotos: Bruno Carvalho – Fonte: http://lounge.obviousmag.org/

Cinquenta milhões de tons de cinza 

Estamos “caminhando” para 50 milhões de automóveis no Brasil. A cor preferida dos motoristas é o cinza. Mais de 50% da frota é dessa cor e suas variações de tons. As vezes caminhando pela cidade é exatamente isso que vejo, carros e mais carros cinzas, paredes cinzas, pista… tudo. As cidades brasileiras estão ficando cada vez mais cinzas.

Me dei conta que eu também tenho várias peças cinzas e além disso meu cabelo está ficando gris também..hehehehe. O que fazer então? Sempre uso cinza com outras cores mas já vi muitos looks totalmente cinzas que ficaram muito bons. O cinza dá um ar sofisticado a qualquer look mas isso não quer dizer que temos que tornar tudo cinza na cidade não é? Camisa amarela, lenço vermelho, blazer azul e mochila caramelo foram as minhas escolhas para acompanhar o cinza hoje.

Quem dera a cidade pudesse seguir o mesmo preceito e não cortar as arvores, nem eliminar as cores de seu cenário.

   

  
  

Looks cinzas

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Segunda de listras 

Listras: linhas retas paralelas que vivem tentado se encontrar. Foi essa definição, outro dia me enviada por um seguidor do blog, que me fez escolher este  blazer masculino de 4 botões listrado, raro nas ruas de BH.  Eu o comprei num brechó (pra variar rs) do Brooklyn em NYC.  A peça é de algodão e posso usar em qualquer estação.  Fotos: Jocasta Luiza





Para completar o time; meias com listras também. 

Não há tantos mistérios para usar listras. Algumas dicas podem ajudar: 

1. As listras horizontais engordam as listras verticais alonga a silhueta, não quer dizer que emagrecem, deixando sua postura mais elevada e o corpo mais longilíneo. Essa impressão acontece pois o nosso olhar acompanha os riscos e por isso as pessoas vão te olhar (subconscientemente falando) no sentido vertical, prestando mais atenção na sua altura do que na sua largura, por isso as horizontais parecem engordar. Fonte: homem na moda 

2. Usar listras com cores sólidas é o melhor caminho que possa fazer. A combinação da cor pode adotar a mesma das listras, ou seja, se for preto e branco opte pelo tom mais escuro de preferência. Fonte Barmetrosexual 

3. Listras com listras podem combinar! Fuja da dupla: blazer listrado e calça ou bermuda xadrez. 

Aqui meu top Five (que na verdade nunca são 5 de fato.. Rs).



Dia de Massa, dia de bermuda.

Hoje é dia de Massa Crítica. Centenas de pessoas  saem às ruas de várias cidades pelo mundo reivindicando o espaço urbano que atualmente é tomados por carros. Eu só pensei na praticidade de sair do trabalho e me juntar a Massa.

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Foto: Daiana Souza

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Foto Daiana Souza

Sexta é dia de leveza.

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Sempre-vivas. Foto Gil Sotero

Camisa por dentro de bermudas é fácil aderir. Veja algumas inspirações para compor o seu look. 

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Bermuda sim, tornozeleira também.

Há 30 dias não chove em BH. A cidade esquenta cada vez mais e os termômetros já ultrapassam os 30º graus e permanecem assim até a noite. As empresas continuam obrigando os funcionários a usarem roupas quentes e a auto censura impede até mesmo aqueles que trabalham em ambiente mais informais a usá-las. Meu conselho é: libertem-se. O calor aumenta o mau humor e em muitos casos diminui a produtividade. Então, sejamos prático: bermuda sim.

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Ainda inspirado em Cartagena fiz esta tornozeleira com pedras brancas e olho grego. Gostei. Farei outras.

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Não pode faltar pulseiras também.
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E se o calor continuar… bermuda vou lhe usar (de novo)

Ontem foi o dia mais quente do ano, aqui BH! 34,8 graus na Pampulha. O calor deve continuar até quinta. Nesse calor e tendo que trabalhar muito online: bermudas novamente. Comecei a usar a bermuda para ir trabalhar desde quando era produtor do programa Planeta Minas. Nos dias quantas e em que não precisava sair da emissora e nem me reunir com nenhuma fonte presencialmente, eu usava, após uma negociação com minha chefe à época Ainda escrevei um post sobre dicas para usar bermudas. Hoje usei uma de sarja, camisa de algodão e sapatos de camurça.

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