Cuide das suas roupas 

Eu já escrevi aqui muitas vezes que manter o guarda-roupa, principalmente as peças curingas, é bom para você e seu bolso. Roupas boas e duráveis são praticamente a antítese do mundo da moda hoje calcada no transitório. 

Hoje a sexta começou fria e adotei o estilo navy. Claro sem abrir mão do conforto das peças em algodão. 



Achei esse suéter em algodão há pouco tempo mas já quero que ele dure muito. Foi comprado num brechó e o dono anterior certamente não o usou muito, ou então foi bem cuidadoso mesmo. Para todas as peças de crochê ou tricô é preciso cuidado dobrado. Muita gente corta a etiqueta com instruções sobre como lavar e secar a roupa e esse é o primeiro dos erros. Lá estão informações valiosas para manter a peça apresentável por muito tempo. 


Se você perdeu ou também cortou essas etiquetas da sua roupa de lã ou linha aqui vão algumas dicas que tirei do blog circulo 

NA HORA DE LAVAR: Lave as peças manualmente (a lavagem na máquina com força mecânica pode deformar o modelo da peça) com água fria ou morna (até 40ºC), alguns acrílicos podem encolher e perder o brilho em contato com água quente.

A lavagem com sabão neutro é a melhor opção pois, o sabão em pó é agressivo demais para as fibras delicadas do tricô.

NA HORA DE SECAR:

É preciso ter um certo cuidado; não use prendedores, pois eles podem marcar, o correto é estendê-la em uma superfície horizontal.

Seque suas peças à sombra e/ou vento, pois a secadora e o sol danificam as fibras.

Para não deformar a roupa, o melhor é espremê-la com cuidado em vez de torcê-la após a lavagem.

COMO PASSAR:

Essas peças normalmente não precisam ser passadas, mas caso precisar, nunca pressione demais o ferro na peça nem use-o muito quente, pois a peça poderá esticar.

COMO GUARDAR: Guarde as peças sempre dobradas e não penduradas em cabides, assim não correrá risco da peça esticar e perder a forma.

Quando o frio passar, esqueça os cabides e os sacos plásticos, que criam fungos, prefira guardar as peças em capas de TNT.

Guardar a peça de tricô ou crochê dobrada é uma orientação que também vale para quem trabalha em lojas. Nunca pendure uma peça assim, pois o risco de a peça esticar existe. Claro que há exceções mas, caso não queira correr o risco, é melhor dobrar sempre!

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Crocheteiro 

Recentemente comprei uma blusa de crochê (a segunda do meu guarda-roupa) e decidi que iria aprender a fazer um dia. O universo me ouviu e essa semana encontrei minha vizinha Norma que está super empolgada com o crochê e fizemos um acordo; vou ensiná-la a pedalar e ela a crochetar. O resultado da aula de ontem e que hoje vim trabalhar fazendo crochê. Aprendi um ponto e sigo treinando nele com lã. Estou simplesmente adorando.

Segundo minhas pesquisas a palavra “crochê” vem de “croc”, que no dialeto nórdico, significa “gancho”. É difícil dizer onde surgiu pois poucas peças restaram para contar sua história. Há objetos antigos de crochê espalhados pelo mundo todo. Especialistas afirmam que a China, Turquia e América do Sul (Peru) talvez sejam as responsáveis pelo crochê ganhar o mundo.  Porém foi em 1800 que o crochê ganhou a corte e foi popularizado ao ser publicado uma revista de Riego de La Branchardiere ensinando pontos e padrões para serem reproduzidos por todos. Ela fez isso após ter ensinado a técnica do crochê à corte da rainha Victoria. 

Homens crochetando ainda é tabu mas não deveria. Até famosos já o fazem. Essa primeira peça estou usando lã. Mas logo partirei para algodão. Então vou praticar e fazer quem sabe algumas “brusinhas”…rs. Axé.