Descobertas

Achei este blazer num brechó e descobri que foi feito aqui em Minas. Pesquisei  um pouco do trabalho do estilista; Martielo Toledo, dado o tanto que gostei da peça. É tão bom saber onde e por quem uma roupa foi produzida! principalmente em tempos de tudo “Made In China”  fabricadas por sabe-se lá em que condições.

Com o frio repentino de hoje arrisquei também um item que nunca usei antes; lenço-francês no pescoço. O estilo dos parisienses de usar o lenço tomou as ruas de vários países mas aqui no Brasil é difícil ver. E para piorar um personagem de novela “caricato” usava no seu figurino e então virou motivo de piadas machistas e etc. Que se danem os machistas!. O lenço no pescoço é romântico e prático em dias mais frios.

   

Fiz uma pesquisa para descobrir a origem do lenço e descobri o seguinte:

A origem do lenço está na antiga Roma num pedaço de pano de linho que era chamado de sudário que significa “pano de suor” em latim. Os romanos utilizavam esses tecidos para limpar o suor do rosto e do pescoço, dessa forma a utilidade era mantê-los limpos e não quentes como fazemos hoje em dia. Com o passar do tempo os lenços passaram a ser utilizados em volta do pescoço e também atados aos cintos. As mulheres romanas gostaram dessa moda e logo aderiram.

toga

Alguns historiadores acreditam que os primeiros lenços de pano eram utilizados pelos guerreiros do imperador chinês Cheng (Shih Huang Ti), contudo, existem registros de que esse tipo de lenço já era comum entre os mercenários croatas. Nesse caso havia até mesmo uma distinção social, pois os simples soldados utilizavam lenços de algodão enquanto os oficiais utilizavam o acessório de seda.

Segundo Miti Shitara, professora de história da moda da faculdade Santa Marcelina, há registros de uso de lenços no pescoço por soldados chineses, no século III A.C. e também entre o Exército da Roma Antiga, como sudário. “O lenço protegia não só do calor, mas também servia para estancar sangue e limpar a boca, por exemplo.”

Em 1618, quando um regimento croata passou por Paris durante a Guerra dos Trinta Anos usando um lenço no pescoço. Segundo Shitara, o adereço, usado com renda e depois chamado de ‘cravate’ (derivado da palavra ‘croata’), virou moda na França, e passou a ser usado pela nobreza e pela realeza – Luis XIV

absolutismo

Os franceses gostaram tanto dos lenços coloridos de outros povos que passaram a utilizá-los em volta do pescoço, acessório que foi chamado de kravata que é uma palavra croata que deu origem as gravatas. Para os franceses os lenços eram usados para a mostrar a inclinação política do homem dependendo da cor escolhida.

Fonte: More Easy

 Seguem algumas inspirações para usar o lenço. .

bandana_masculina_como_usar+(3) bandana_masculina_como_usar+(7) lenc3a7ofinal lenc3a7ofinal1 RBS_MM_JP_01 RBS_MM_JP_02 tumblr_mu5x3sQkhg1qd6qeio1_500

Anúncios

Hoje é dia de Rock Bebê! 

“Hoje é dia de rock bebê”, essa frase ficou famosa em 2011.  O estilo “rocker’ no dress style já é outra história e faz a cabeça da galera desde os tempos do seu maior ícone; James Jeans que personificou a rebeldia e angústias da juventude na década de 50.

Acho que pedalar também expressa essa rebeldia e contestação de um sistema todo voltado para o motor. Hoje abri o guarda-roupas e vi a minha t-shirt brilhante (uma edição limitada da cavalera com estampa totalmente criada em cristais swarovski). Peguei minha calça vermelha e fui. Para completar botas e agasalho.  Adoro.

  
    

Os cristais swarovski da minha t-shirt nunca caíram. Tenho há anos. Mas o segredo foi nunca ter ido a máquina de lavar. A lavagem é a seco. 

Imagem

As cores do Natal

Hoje acordei inspirado no Natal. Camisa verde água, bota preta e azul e calças vermelhas. Tipo: ajudante de Papai Noel. Espero que este Natal evoque mais coisas boas das pessoas. Que traga mais amor. Precisamos de mais amor e menos motor.

IMG_7025-1.JPG

IMG_7017.JPG
Minha bicicleta Anne Frank um dia foi vermelha também, quando veio para as minhas mãos mas, não sei ainda quem modificou quem.

IMG_7018.JPG

IMG_7679.JPG

Fiz: Suspensório de couro

Todo mundo que conhece sabe que sou um dos poucos homens da cidade que usa suspensórios. É um acessório clássico e há tempos vinha desejando uma peça inteiramente de couro. Existem inúmeros modelos no exterior mas, no Brasil, como sempre, são raros. Depois de pesquisar e constatar que as ofertas no mercado estão bem salgadas, resolvi fazer o meu. Hoje testei o primeiro que fiz.  Gostei bastante e recebi elogios. Já até tenho encomendas!..rs..rs.  Gostaram?

Fotos: Bruno Carvalho

20141002-145118-53478626.jpg

20141002-145114-53474602.jpg

Um pouco das história dos suspensórios

20141002-205104-75064501.jpg

20141002-205104-75064224.jpg

Os primeiros suspensórios surgiram na França durante a revolução francesa no século 18. Eram basicamente tiras couro anexado às botoeiras de calças. Naquela época, suspensórios eram considerados roupa de baixo e nunca podiam ser visto em público.

Até recentemente, 1938, em Long Island, NY eles chegaram a ser proibidos de serem usados à vista de todos e foram chamandos de “indecência da alfaiataria.” A proibição foi posteriormente anulada depois que os moradores se queixaram

No início da década de 1820, o estilista britânico Albert Thurston começou a fabricar os primeiros conhecidos suspensórios modernos (conhecido como “braces” na Grã-Bretanha).A moda da época era os homens usarem calças de cintura alta – tão alta, de fato, que um cinto não podia ser realmente usado para segurar as calças.

Suspensórios caíram em desuso no início do século 20, quando as calças de cinturas mais baixas surgiram mas não sumiram totalmente até 1990, quando eram praticamente inexistente no armários das pessoas ate 2000. Nos últimos anos com a fascinação pela cultura do início do século 20 e a ascensão da cultura hipster, o suspensórios voltaram a ser usados e hoje são sinônimos de elegância e estilo.

20141002-205505-75305863.jpg

20141002-205506-75306024.jpg

20141002-205505-75305684.jpg
Fonte: Revista Times

Vermelho e shopping Oi

Semana passada deixei a caretice de lado e vesti a calça vermelha. É incrível como no geral ficam olhando de solaio. Eu me divirto.

IMG_0999.JPG

As pessoas te julgam pelo que você veste. Isso é fato. A roupa é um código poderoso e também facilmente assimilável e subvertido. Enquanto me dirigia a Casa do Jornalista, precisei ir ao Shopping Oi comprar mini lanternas para uma das mil gambiarras minhas. A região está lotada de roupas de “grifes” masculinas. Acho interessante que nesse mundo da moda onde roupas e marcas promovem um estilo, aparentemente inalcançaveis, para a maioria da pessoas, sejam logo subvertidas pela ação das falsificações.

IMG_1001.JPG
Chega a ser engraçado por quê enquanto a “elite” local usa roupas e marcas bem visíveis para demarcar território e se destacar, no centrão de BH, as mesmas “grifes” desfilam em todas a direções.