Outono Rosa Coral 

O outono chegou mas o frio não. Os dias ainda estão bem quentes e por isso resolvi usar minha calça rosa coral. Essa cor é difícil ver no street style masculino de BH. Uma pena pois é uma cor tão democrática. praticamente fica bem em totos os tons de pele. É comumente associada no look a cores tons de azul, cinza, verde escuro, preto, branco e etc. Já vi na gringa composições color block  que achei sensacional.  Sinto que ainda há muitas possibilidades para se fazer com essa peça. O mundo é um poço de possibilidades.

Fotos José Martins



 

Pra inspirar quando algo rosa coral aparecer no seu guarda-roupa;

 

Casaco para celebrar o frio

Aqui no Brasil a nossa realidade tropical no faz celebrar o frio. Se na Europa e EUA o calor é aguardado com ansiedade, há aqui um grupo, eu entre eles, que sonha com dias como hoje, com temperaturas máximas de  24 graus (que nem é tão frio assim). Estou achando que esse ano teremos inverno em  BH. Ótimo para os casacos ,prisioneiros dos closets, que só lembramos de sua existencia quando começa a esfriar.  Há porem muitos tipos de casacos e dentre eles aqueles de tecidos mais leves que podem ser usados com conforto a qualquer queda na temperatura. 

Observei que na coleção outono/inverno várias marcas estão exibindo casacos e sobretudo para homens. Alguns exageraram como a Zara que sempre traz tecidos muito quentes para nosso inverno. Os looks estão pesados e com tecidos mais apropriados para quem mora na Sibéria. 

Sem poder contar com essas lojas o lance é fazer sua propria leitura do nosso frio. Por isso aproveitei hoje para usar meu casaco bege estilo trench coat. Ele é de algodão e na medida certa para me “aquecer”, sem perder a elegância. Mas se você só tem aquele casaco grosso e quente e quer usá-lo. Arrisque talvez por apenas uma camiseta por baixo. 

A regra para o casaco é essa: se ele for muito grosso use peças finas por baixo e se ele for leve e frio, incremente com outros itens. Foi o que fiz hoje. Otimo feriado a todos!

     

A goiaba do quintal de antigamente

Cheguei nesta amanhã na agência para pegar Lupita pois precisarei dela para os deslocamentos hoje e encontrei a goiabeira carregada.  Nunca a tinha visto tão cheia!.

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É claro que carreguei um tanto!

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Até a década o final da década de 90 muitas casas brasileiras tinha um quintal. A maioria das pessoas tinham pelo menos uma arvores frutífera e os vizinhos trocavam produtos, doavam e sempre havia uma fruta “in natura” para a criançada. Comi muito mamão, carambola, manga, pitanga, cajú etc.

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Infelizmente os quintais viraram garagens para carros e espaço para churrasqueiras. E há crianças que nunca viram uma goiaba! Ofereci a segurança que fica perto do bicicletário da CMBH, mas ela recusou ao me perguntar se tinha bicho. Eu respondi com o famoso ditado: “bicho de goiaba, goiaba é”!.  Pessoas. Elas preferem suco de goiaba de caixinhas. Se soubessem que o bicho da goiaba é um indicador de que a fruta não contem agrotóxico!

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Look do dia: felicidade  por encontrar a goiabeira carregada.

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Pork Pie o chapéu da moda

Hoje fui de chapéu, blazer azul, camiseta e calça cinza. Conseguir usar blazer no verão é uma façanha mas hoje foi possível graças a um dia em que o calor (na sombra) não foi tão presente.

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O modelo Pork Pie ficou famoso após ser usado pelo personagem Heisenberg do seriado Breaking Bad. O chapéu surgiu em meados do sec 19 algo entre 1830 e 1865 e reza a lenda que seu nome se deve à semelhança com torta de porco. Parece não é?

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Torta que “inspirou” o chapéu.

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Para além da torta os modelos de Pork Pie são muito simpáticos e com variedades de matérias que atendem a todos os climas e regiões.

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Forma de Expressão

Mesmo em tempos de fast fashion vestir-se ainda é uma forma de expressão para muitas pessoas. A historiadora Anne Hollander dizia que “a moda vai muito além da roupa” e que a “arte de se vestir é a que todos nós praticamos”. Em seus livros e ensaios, defendia que roupas revelam muito mais do que ocultam – sobre arte, percepções do corpo e de nós mesmos. Foi com esse pensamento que sai de casa hoje.

Fotos: Daiana Souza. Editora Wanessa Paixão.

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Pedaladas Árabe

Hoje recebi um presente do meu amigo Bruno Menezes. Ele trouxe um shemagh de Dubai. Tive que aprender primeiro como amarrar. Assisti alguns videos (até de fashionistas) ensinando vários modos de usá-lo. Porém, a simplicidade desse árabe que parece realmente usar o shemagh me cativou e aprendi na primeira tentativa após assistir ao video.

As pessoas pensam que shemagh esquenta. Pelo contrário. Aliás, vou confessar algo: ficamos aqui no Brasil tentando seguir a tendencia para o calor vindo da Europa e Estados Unidos, lugares que enfrentam altas tempraturas por no máximo  2 meses ao ano, enquanto os árabes e os caribenhos já têm muita experiência em como andar sob o sol escaldante há séculos.

Muito antes de existir protetor solar, as túnicas de puro linho protegiam a pele desses povos.

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Pedalar em BH com shemagh foi muito legal. Pela primeira vez, NENHUM motorista tirou fina de mim. Por que será? Mas vamos combinar não dar para passar despercebido usando um shemagh numa BH 40° graus. As pessoas olharam bem desconfiadas. Acho que os acontecimentos recentes podem ter contribuído para aumentar o preconceito contra os árabes. Se queremos a paz, temos que combater essa aversão aos muçulmanos. Salaam Aleikum.

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Pedalando com chapéu

Por Gil Sotero*

Os registos mais antigos sobre a existência e uso regular de proteções para a cabeça, datam do ano de 4.000 a.C. e referem-se ao Antigo Egito, à Grécia e à  Babilônia. Nessa época era normal usarem-se faixas de tecido na cabeça para prender e proteger os cabelos. Foi com a nobreza e a sua necessidade de mostrar o seu status social que mais tarde surgiram os turbantes, as tiaras e as coroas, que também eram usadas, por vezes, pelos sacerdotes e pelos guerreiros, embora com significados sociais distintos. No entanto, a primeira proteção de cabeça digna de poder ser considerada um chapéu, nasceu por volta do ano 2000 a.C. e foi inventado pelos gregos. Conhecido pelo nome de “Pétaso”, este primeiro chapéu tinha uma copa baixa e umas abas largas, sendo usado pelos gregos como protecção nas suas frequentes viagens.

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Quando a bicicleta surgiu, homens e mulheres já usavam chapéus. Após os anos 1930 os chapéus passaram a ser vistos como um acessório de vestuário.

Hoje em dia o chapéu caiu em desuso pela maioria da população. Ao invés deles entraram em cena os bonés. Outro dia entrei no ônibus usando um chapeu , estilo Pork Pie e notei que os olhares se dirigiam a minha cabeça. De repente reparei que todos que usavam chapeu no local estavam com bonés. Até mesmo o publico feminino se rendeu a esse estilo de chapéu esportivo, abandonando uma grande gama de tipos de chapéus que elas tinha a disposição.

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Femininos

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O visual esportivo praticamente tomou o cotidiano das pessoas. Diariamente as pessoas saem de casa como se fossem correr, pedalar ou praticar algum tipo de esporte. A mídia esportiva tomou todos editoriais e a imagem dos atletas se sobressem no dia-a-dia. Paralelamente nunca na história da humanidade as pessoas estiveram tão doentes por causa do sedentarismo. Alguma coisa está errada não é?

Na contramão do mundo os bicicleteiros estão resgatando um estilo de vida mais ativo e de quebra alguns itens do vestuário como os chapéus. Este editorial é dedicado a eles.

Rapaz com sua bici no centro de Washington DC. Foto Gil Sotero

Rapaz com sua bici no centro de Washington DC. Foto Gil Sotero

Garota pedalando no Central Park. Foto Gil Sotero

Garota pedalando no Central Park. Foto Gil Sotero

Homem pedalando em Bogotá - Colômbia. Foto Gil Sotero

Homem pedalando em Bogotá – Colômbia. Foto Gil Sotero

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Outros: (fonte: internet)

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Fontes: http://origemdascoisas.com/a-origem-do-chapeu/

* Gil Sotero é jornalista e designer bicicleteiro. Responsável pelo projeto BH Cycle Chic.