Parka – Agradeça ao Povo Inuíte

Já estamos no inverno. Muitos homens nem ligam. Usam as roupas que já tem. Outros já correm desesperados para comprar novas jaquetas. Calma, man. Não gaste seu dinheiro ou tempo com qualquer roupa. É provável que aquela peça abandonada no armário tenha uma história legal e possa ser ressignificada. Tá cheio de roupas assim no brechó também e que não esvaziarão suas economias.

No dress code masculino do Brasil tudo é jaqueta. Eu também pensava assim até que comecei a pesquisar e descobrir que mesmo entre as jaquetas há diferenças (como a bomber, por exemplo).

Hoje resolvi usar uma parka que trouxe de Paris, onde comprei por apenas 1 euro. (WTF?). Explico essa em outro post. Antes de explanar sobre a parka, explico como surgiu a ideia de escrever sobre ela.

Há alguns dias a primeira dama norte-americana foi visitar crianças enjauladas, no Texas, usando uma parka com a frase escrita em branco “I really don’t care. Do u?” (em tradução, “Eu realmente não me importo. Você se importa?”).

Depois de bastante criticada por causa da frase no contexto das crianças aprisionadas e longe dos pais, ela soltou nota dizendo que a frase se refere a fakenews. Fiquei refletindo  o quanto a peça de roupa foi inadequada ao contexto embora expresse bem o espirito das pessoas atualmente. Realmente não se importam, principalmente as mais ricas. Contanto que continuem ricas ou enriquecendo, que possam comprar suas tralhas e viverem suas vidinhas repletas de serviçais.
É por isso que QUEM SE IMPORTA não pode se calar. Jamais.
Sempre digo também: a roupa é uma linguagem poderosa e diz muito sobre a gente.

Não duvido nada que a parka que ela usou estoure em vendas e que surja outra com frase inversa criada pela mesma marca. Daqui há alguns anos será citada como case de sucesso.

Vamos voltar a Parka. Não é minha primeira. Assim como muitos, eu já tinha essa peça e nem sabia o nome. A Parka é uma palavra Inuíte que significa pele animal. É um “casaco” mais longo que uma jaqueta comum e foi criada pelos Inuítes, indígenas norte-americanos que habitam regiões frias do Canadá (erroneamente nomeados de esquimós, nome que eles não gostam).

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Os inuítes não gostam de serem chamados de “esquimós” nome dado por colonizadores e que significa “comedor de carne crua”. Estão certos.

Os inuítes usam as parkas em atividades ao ar livre, para proteção do frio, da chuva e das intempéries em geral. É claro que não vivemos na Sibéria nem Alaska para sair com peles nas costas. Porém essa peça versátil e útil foi repaginada e ganhou o mundo.

A Parka foi reeditada durante as Guerras Mundiais. A que usamos hoje vem do modelo “snorkel” feira para aviadores. Mais leve, de nylon e fleece, inspirou a indústria de roupa a fazer modelos urbanos. Atualmente há uma infinidade de materiais que podem ser usados para várias intensidades de frio e até chuva.

Hoje nos 14 graus de BH escolhi este, que até então nunca tinha usado.

A mais clássica dentre as parkas é a verde. Uma forte referência aos militares que deram origem a essa versão.

Vocês podem usar e abusar da Parka e não precisa ter muitos modelos pois é uma peça atemporal que fará parte do seu guarda-roupa por muito tempo.

Fonte

http://www.royalfashionist.com.br/como-usar-a-jaqueta-parka-masculina-com-estilo/j

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Trabalhado no linho

Duas peças que garimpei em brechó e que me caíram como uma luva: calça de linho azul e bata também de linho verde água. O linho sempre me acompanha no verão estação que começa nesta semana. Acho confortável e o amarrotado tem um charme que gosto.

A calça jeans branca eu ajustei nas pernas que estavam bem largas. Na verdade como estou costurando jeans eu ando aprendendo a ajustar minhas calças. Já sei mexer nas pernas, fazer bainha se quiser. Isso ampliou bastante meu leque na hora de escolher algo num brechó. Eu sei se a peça dá ajuste por exemplo. Mesmo estando um número maior.

Nesse final de ano não vou comprar nada novo. Tenho uma viagem (dos sonhos) no final de janeiro é preciso concentrar esforço$. Rs. Axé e Feliz Natal!

Roupa para festa 

Hoje cheguei no trabalho e uma amiga me perguntou se eu ia a alguma festa. Respondi que todo dia é uma festa se amanhecemos bem! Rs. Mas fiquei pensando sobre isso. Eu realmente não entendo porque as pessoas se arrumam para festas onde irão dançar pular e ficarem todos desarrumados logo em seguida e para o dia-a-dia andarem à toa. Em casamentos e formatura as pessoas “capricham” no visual. Tiram fotos. Fazem mil concessões e depois abandonam tudo em brechós! Rararara.

A verdade é que se você tem um estilo é óbvio que sua vida elegante não vai se resumir a festas. Você será a festa. É por isso que hoje, um dia cinza, frio e calmo, resolvi que era um dia também festivo. Axé. 

Maio 

Caiu a tarde e lembrei de um trecho do poema: 

“Eu nada te peço a ti, tarde de maio, senão que continues, no tempo e fora dele, irreversível…” Tarde de Maio – Carlos Drummond de Andrade.

Hoje peguei minha dobrável e precisei ir a três lugares no meu tempo, do meu jeito. 

Fotos Jocasta Luiza 

Quando estou na bike quem carrega a bolsa é ela. Rs 

Verniz de Classe 

Hoje presenciei uma cena que me fez pensar como a grosseria está cada vez mais no quotidiano. Não importam as joias caras e marcas, títulos ou até a ausência de qualquer dessas coisas para dizer que não liga para “etiquetas” quando se perde a principal “etiqueta” que todos deveriam se impor; faça aos outros o que deseja que te façam. Sua posição social, nada te dá o direito de humilhar os outros. Os arrogantes que destratam os outros são “sem educação, sem finesse, sem elegância”, e na minha opinião  fazem parte da classe mais baixa que há no mundo.

Pensando nisso caminhei depois de uma visita ao hospital e também refletindo sobre a fragilidade da vida.

Fotos; W. Odilon

Rasteiras da vida 

Quando era criança aprendi alguns passos da capoeira para me defender dos valentões. O AU ou Estrela era fundamental. É um dos movimentos exercitados para fugir de rasteiras por exemplo. As rasteiras chegam pela frente ou por trás mas sempre chegam.

Tenho pensando muito nas “rasteiras” que tenho passado nos últimos meses. Uma sequência de golpes. Mas não estou sozinho nessa. Muita gente está praticamente no chão. Às vezes é bom aproveitar esse momento e olhar para o céu. 

Com a capoeira aprendi também a reverter a queda num pulo e terminar em pé. Então é isso; cair e levantar para aprender a cair para se levantar mais rápido.

Fotos; W. Odilon 

Outra coisa útil é usar roupa que não restrinja tanto os movimentos. Por isso hoje usei essa calça saruel de algodão super confortável, fina e camiseta. Claro que não dá para abusar da flexibilidade pois logo aparece um rasgo rs. Hoje foi um dia quente e andei sem me preocupar com suor. 

A Cor do Ano

Você já parou para se perguntar quem decide a cor do ano quando ouve falar que ela foi escolhida? A de 2017, que foi divulgada em dezembro, é  Greenery, uma mistura de Verde Musgo com Amarelo. Quem escolheu o tom é a Pantone, uma empresa norte-americana  famosa pela “Escala de Cores Pantone” (“Pantone Matching System” ou PMS), sistema de cor utilizada nas indústrias gráficas, têxtil, tintas e plásticos.

Mas voltando ao Greenery a empresa justificou assim – “Verde é a cor da Esperança, é a nossa ligação com a Natureza, o verde regenera, refresca, revitaliza e renova. O Greenery exalta os primeiros dias da Primavera, onde o Verde da Natureza revive…”. 

Esperança é o que estamos precisando nesse mundo. O cenário não é nada animador mas hoje acordei esperançoso. Não vou sair por aí comprando peças greenery. Ganhei um blazer verde (By brechó) e resolvi usar. Além da cor faço minha parte pois não basta apenas esperar. Há sempre uma parte que depende da gente. 

Verde não é uma cor bicho de sete cabeças. Fica bem com branco, bege, azul marinho e muitas outras! Aqui algumas dicas para você usar aquela peça verde que tá encostada no closet.