Estilização Fixie

Depois de seis meses usando resolvi customizar um pouco minha FiX da Caixa. Afinal já há muitos “clones” na rua e acho que precisava dar esse tapinha no vizu. Comprei uma roda nova (Red). Cortei duas estórias de um HQ da Marvel Comics e colei no quadro usando cola branca que depois também foi um pouco diluída para virar um verniz. Aproveite para trocar o pedal e selim (ambos da minha FiX One Charllote, que vai ganhar um pedal melhor). Fiquei feliz com o resultado. Bicicleta também pode se vestir! Rs. 
   
    
    
   

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Firma pé 

A fixa é como um cavalo selvagem. É linda, corre mas a qualquer momento pode te jogar pra fora dela. Kkkk. Tudo bem. Não é tão assim. Eu só levei um tombo e foi por causa de um patinador e um bueiro armadilha na Pampulha. Todos os fixeiros me alertaram para usar o firma-pé pois ajuda no pedal e principalmente nas subidas.  O modelo que uso é semelhante a este; 

 O firma pé deixa os pés presos ao pedal fazendo o ciclista ter mais controle dos pedais já que na fixa não há como parar de pedalar.  

Por enquanto não senti grande diferença pois ainda estou tentando fazer algo aparentemente simples porém complicado para iniciantes; encaixar o pé enquanto pedalo. Rs. Continuarei treinando.  

   
   Na fixa assim como na maioria das bicicletas sem protetor de corrente é preciso levantar a barra da calça para não ficar presa entre a coroa e a corrente. É queda ou rasgo na calça na certa! Apesar da minha fixa ter um pequeno protetor na coroa eu não arrisco. Também não quero óleo de corrente na minha bainha né?   
 

Sapeurs – Os Dândis do Congo

Quando pensamos em lenços de seda, calças de veludo rosa, ou casacos de tweed feitos por um alfaiate, decerto que não fazemos logo uma associação às favelas mais pobres da África. Mas tudo isto é comum para qualquer habitante do Congo! Graças a subcultura dos Sapeurs, os homens extraordinariamente bem vestidos do Congo.

screen-shot-2011-04-05-at-02-30-35Enquanto muitos homens pelo mundo têm medo do dandaísmo, no Congo é um privilégio e um orgulho ser um dandy! No meio de favelas destruídas pela guerra, e reconstruídas com pedaços de qualquer coisa, estes homens vestem-se com roupas feitas sob medida. Elegantemente passeiam nas ruas, lamacentas, onde uma tábua serve para fazer de ponte, conseguindo manter os seus sapatos, orgulhosamente engraxados e imaculados. Os dandies africanos remontam ao século 18, quando os escravizados (principalmente os que viviam de perto a vida dos seus ‘donos’) eram vestidos de uma forma elegante, para assim, poderem se ‘encaixar’ nos ambientes luxuosos onde trabalhavam. Mais tarde, quando a escravatura foi abolida, muitos africanos livres já tinham começado a criar o seu próprio estilo dandy. Eram bem mais originais que os europeus, incorporando elementos diferentes, mas mantendo sempre uma máxima; a elegância.

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O nome da subcultura dos Sapeurs do Congo vem da abreviatura ‘La SAPE’ (Société des Ambianceurs et des Personnes Elegantes, ou a Sociedade dos Formadores de opinião e Pessoas Elegantes). O primeiro ícone dos Sapeurs ou ‘Grand Sapeur’ foi André Matsoua, uma figura religiosa e política do Congo muito influente que, em 1922, ao voltar de Paris e para o espanto geral dos seus compatriotas (que se vestiam com trajes africanos tradicionais), tinha por hábito utilizar roupas de corte europeu, mais precisamente  elegantes  modelos franceses.

3234732201_ebc45428f4sapeurs_post2-520x323[1]Durante muito tempo, logo a seguir à descolonização Belga, o Congo esteve sob um apertado regime ditatorial comandado por Mobutu (famoso pela sua preferência pelos padrões e peles tigrados) e qualquer associação com a cultura ocidental era severamente desaprovada (e punida). Papa Wemba tornou-se um simbolo visual de revolução, contra a privação económica e ditadura política. Papa Wemba (por ser conhecido internacionalmente) conseguia desafiar de uma forma um pouco mais visivel o regime de Mobutu, tendo criado a sua própria aldeia, onde manteve um conjunto de códigos morais com ênfase em elevados padrões de higiene pessoal. A higiene e o vestuário elegante eram condição para se ser um Sapeur, independentemente das diferenças sociais.

094bd28cfdfe94c9a7567846567cc6f9A ‘Sapologia’ ou Dandaismo no Congo não é nenhuma nem qualquer tendência de moda. É uma forma de viver a vida que implica mais do que estar bem vestido, ou ser vistoso. É quase como um código de conduta que torna o Sapeur um alguém importante, não pelo que veste mas pela pessoa que pretende ser.

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Apesar de a maioria dos Sapeurs ter testemunhado, em primeira mão, toda a brutalidade e horror de três guerras civis, um Sapeur é uma pessoa não-violenta, é respeitoso e atencioso para com os outros. Um dos lemas mais importantes dos Sapeur diz algo como isto: “Vamos baixar as armas, vamos trabalhar e vestir-nos com elegância”. As drogas estão completamente fora do estilo de vida de um Sapeur, o hábito de usar qualquer tipo de droga não combina com o estilo de vida elegante para um Sapeur.

Quer saber mais sobre os Sapeurs? Assista este documentário.

Inspirados pelos sapeurs hoje fui trabalhar colorido e tendo em mente também os ideais de elegância, cortesia, irreverência e contestação a ditadura sport wear e “vulgaridades” nas vestes do dia-a-dia. Claro  que usei minha bici!  Axé pros irmãos do Congo!

  
   
Fotos: Bruno Carvalho – Fonte: http://lounge.obviousmag.org/

Sexta de Paralizações

A sexta-feira já é um dia em que as pessoas já perdem muito tempo no trânsito. Motivo: todos saem de carro. Hoje uma agenda nacional promoveu várias paralisações como protesto a PL 4330/04 (que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa).  Também sou contra as terceirizações.

Pra quem pedala a sexta pode ser ótima. Só ficamos parados quando queremos contemplar a paisagem

 Sempre me “paraliso” quando chego a Praça da Liberdade. Há sempre algo muito bonito para se ver nela. Hoje gostei das folhas caídas ao chão. Me lembrou que estamos no outono. Que tudo se renova.
  Eu não gosto de usar guarda-chuvas. Prefiro as sombrinhas que são mais coloridas. Aliás quem inventou essas  representações de gênero que incidem até no que uso para me “proteger” das gotas da chuva?

Por um mundo menos dividido nessa dicotomia: coisa de menino e coisa de menina.

  

Pra fazer exames 

Aqui em Minas as pessoas costumam dizer quando te acham arrumado: “Vai fazer exames?”. Mas não é uma crítica e sim um elogio como somente os mineiros sabem fazer: indireto e divertido.  No começo eu “boiava” e não sabia o que significa, rs..rs. Logo entendi a origem da expressão. Antigamente as pessoas simples do interior colocavam suas melhores roupas em qualquer ocasião fora de suas rotinas, até mesmo quando iam fazer exames laboratoriais.
Então quando estiver pelas bandas de Minas e ouvir “fazer exames” , sinta-se feliz pois você está muito bem! Foi o que ouvi hoje e me fez sorrir.

     Hoje estou usando uma peça meio sumida do armário masculino: o prendedor de gravatas. Assim como as abotoaduras, o prendedor de gravata é um acessório elegante e funcional.

  

Os prendedores surgiram no século XIX, quando as gravatas evoluíram para o formato atual mais comprido. Eram muito comuns nos anos 80 e caíram em desuso nos anos 90. Eu acho um acessório clássico e prático para quem precisa manter a gravata alinhada. Há uma infinidade de modelos de prendedores mas eu acredito que um dourado e um prateado são suficientes. 

Mas você sabe qual a altura para colocar a peça? Há uma regra: ele não pode ficar tão próximo ao pescoço, nem a barriga. Geralmente o prendedor fica entre o segundo e o terceiro botão de sua camisa, na altura do seu peitoral. O meu usei um pouco acima do segundo botão por causa da abertura do blazer.

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Sexta Slow Chic

Sexta véspera de feriadão (que será na terça) é dia de andar slow e tranquilo! Hoje fui pegar minha bike retrô 3 marchas da Echo Vintage. As marchas eu acrescentei. “Você só usa três marchas em BH?”, me perguntam as pessoas espantadas – Sim – Respondo. Poucas marchas enquanto ainda me considero jovem. Quando estiver mais velho acrescentarei mais, ou, de preferência, mudo para uma cidade mais plana. 😉

  

  O protetor de corrente é um luxo. Graças a ele não sujo a barra das minhas calças. Não gosto de levar mochilas ou bolsas nas costas. Sempre dou um jeito de prendê-las na bike. 

De Olhos Fechados 

De olhos fechados eu posso “casar” qualquer jeans com um blazer atualmente.  Há um tempo atrás eu não diria isso pois não sabia como fazer. Mas aprendi e olha que eu não compro jeans há pelo menos 2 anos. Me certifiquei na minha última compra de fazer a escolha certa: só comprei bons jeans. A vantagem é que os bons duram bastante tempo. Nos blazer’s precisei investir mais (porém nem tanto!) principalmente nas marcas que favorecem meu tipo físico. Não vou ficar aqui citando quais pois eu só compro depois de checar a modelagem da peça. Há aquelas (marcas) que não podemos negar: tudo que escolhemos fica bem. Essa é a dica pela “fidelidade”. Se você experimentou 5 peças e gostou de 3 da mesma marca pode pedí-la em “casamento”..rs.  Você também pode montar seu visual com blazer e jeans, basta comprar as roupas certas e ajustadas ao seu corpo.





Meu Top “Five” de combinações jeans e blazer.  Se inspire e crie seu visual.