Amigos vintage 

Quem acompanha o blog sabe o quanto gosto do universo vintage. Não é a toa que frequento brechós.  Tenho amigos que compartilham o mesmo sentimento por objetos usados por nossos avós. No Tweed Ride BH reunimos quatro paixões; bicicletas antigas, roupas e formas de se vestir do passado, o apreço a arquitetura histórica da cidade é claro, a amizade. 

É um passeio romântico e afetivo. Nos reunimos no último final de semana para testar o roteiro do próximo passeio aberto e fizemos algumas fotos inclusive reproduzimos uma imagem histórica da cidade. Para quem deseja conhecer o Tweed Ride BH basta comparecer ao próximo evento público. De preferência com figurino dos anos 20. 

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Estação de trem 

Aquele dia que você chega e o trem já passou mas não se desespera pois logo chega o outro como já cantou Bituca;
“O trem que chega

É o mesmo trem da partida

A hora do encontro é também despedida

A plataforma dessa estação

É a vida desse meu lugar”

Milton Nascimento
Foto: W. Odilon

#SaiaParaPedalar 

Como já escrevi aqui uso saia para pedalar porque é confortável e acho adequado ao nosso clima. Há séculos os homens usavam saias. Há várias culturas em que a saia não saiu do dresscode masculino como em tribos africanas, países asiáticos e a Escócia. 

Acho que precisamos nos libertar do tabu que a saia evoca e inclusive para combater o machismo que resulta no assédio qua as mulheres sofrem ao usarem saias. Saia não é um roupa erótica. É apenas uma peça de roupa. 

Como dica sempre uso cueca boxe caso a saia voe. Mas pedalar como os escoceses também vale. A ventilação nos “países baixos” é ótimo! Rs! Tenho quatro saias e adoro usá-las.  Hoje lancei com um amigo o projeto #SaiaParaPedalar para incentivar quem deseja usar saia na magrela e também é mais uma ação para voltar a naturalizar um peça tão bacana para o nosso clima tropical. 

Esta saia é feita pelo meu amigo Fabio Nazareth que lançou alguns modelos para homens. Gostei demais!

Fotos W. Odilon



Vídeo pedalando com de saia.

Um passo para a paz 

Cheguei cedo em casa antes do delicioso parque (em frente de onde vivo) fechar. Peguei uma cerveja (R$3) gelada no supermercado que fica ao lado do parque . Chamei Wilson e compartilhamos esse momento de paz. Há uma semana estamos na rotina de visita ao pai dele que está lutando pela vida no CTI. Há momentos que não custam tanto e mesmo assim há quem pague caro por eles. Tenho a sorte de tê-los a apenas dois passos. Valorizar a vida e as coisas simples sem deixar de lutar por coisas maiores, meu lema. 

O look hoje foi essa simplicidade (fotos W. Odilon); 

Verniz de Classe 

Hoje presenciei uma cena que me fez pensar como a grosseria está cada vez mais no quotidiano. Não importam as joias caras e marcas, títulos ou até a ausência de qualquer dessas coisas para dizer que não liga para “etiquetas” quando se perde a principal “etiqueta” que todos deveriam se impor; faça aos outros o que deseja que te façam. Sua posição social, nada te dá o direito de humilhar os outros. Os arrogantes que destratam os outros são “sem educação, sem finesse, sem elegância”, e na minha opinião  fazem parte da classe mais baixa que há no mundo.

Pensando nisso caminhei depois de uma visita ao hospital e também refletindo sobre a fragilidade da vida.

Fotos; W. Odilon