As roupas são nossas eternas fantasias

O carnaval é uma explosão de cores e estilos e muitas pessoas não percebem que é exatamente por ser um período de livre expressão corporal  e poderem se fantasiar do jeito que querem, que torna a festa lúdica, feliz e única. Se as pessoas compreendessem que toda roupa é na verdade uma fantasia, na medida que ela cobre tudo aquilo que somos naturalmente então ao fim do carnaval se vestir não seria um martírio pois todos os dias é preciso se “fantasiar”.

Roupa é uma forma de se expressar. Em meu recente mochilão por parte da europa (escreverei mais sobre isso em breve) vi como o velho continente ainda é engessado pelas regras que eles mesmo criaram. Mas sempre há aqueles que se apropriam dessa linguagem e são mais felizes. Um deles é o vovô Günther Krabbenhoft!.  Ele tem mais de cerca de 70 anos, mora em Berlim e se veste de forma única.

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“Eu acho que eu me visto normal.  Sempre me vesti e visto assim. Quando eu vou para o trabalho, quando eu vou fazer exercícios. Porque eu quero olhar para mim com alegria. Minhas roupas sempre são um reflexo do meu eu interior”,  Krabbenhoft disse em entrevista a um site.

Uma das coisas que adorei nele, e que me identifico muito, é que ele usa  looks clássicos mas geralmente com detalhes modernos. Além disso esse vovô alemão mostra que não é a idade que determina como devemos nos mostrar ao mundo.

 

As mulheres tem muitos exemplos de pessoas que dominam essa linguagem e se divertem. Que sirva de inspiração a muitos!

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Trabalhado no linho

Duas peças que garimpei em brechó e que me caíram como uma luva: calça de linho azul e bata também de linho verde água. O linho sempre me acompanha no verão estação que começa nesta semana. Acho confortável e o amarrotado tem um charme que gosto.

A calça jeans branca eu ajustei nas pernas que estavam bem largas. Na verdade como estou costurando jeans eu ando aprendendo a ajustar minhas calças. Já sei mexer nas pernas, fazer bainha se quiser. Isso ampliou bastante meu leque na hora de escolher algo num brechó. Eu sei se a peça dá ajuste por exemplo. Mesmo estando um número maior.

Nesse final de ano não vou comprar nada novo. Tenho uma viagem (dos sonhos) no final de janeiro é preciso concentrar esforço$. Rs. Axé e Feliz Natal!

Bolsa D.I.Y

Sabe aquele dia que você só pensa qual bolsa/mochila vai usar e sem perceber pega no guarda-roupa peças da mesma paleta de cores? Eu hoje. 

Acordei na pilha pois precisava atravessar a cidade e só pensava em usar a mais nova integrante das minhas handmade DIY. 

Fiz esta bolsa com retalho de couro azul brilhante e lona de caminhão que restou de outro trabalho.

Gostei demais.  

Turbante ancestral 

Tenho uma ancestralidade perdida (praticamente apagada da história do Brasil) em que meus ascendentes malês, nagôs, haussás, do Benim, Sudão, Gana, Costa do Marfim dentre outros foram parar em Salvador e obrigados a trabalhar para colonizadores analfabetos. Esse povo de tez escura e seguidores de Alá lideraram as primeiras rebeliões negras no Brasil. Foram perseguidos e sua religiosidade apagada. Muitos preferiram morrer a serem escravos. Vejo atualmente os terreiros sendo destruídos pela fé e lembro que a comunidade negra antes de tudo tem uma história de resistência e luta. O uso do turbante é uma dessas heranças. Pena que no Brasil não se aprecia a história do povo preto. “Carrego axé na língua, não morro envenenado. Viajei semana e meia daqui pro Rio Jordão..” Aniceto do Império.

Fotos Jocasta 

Cuide das suas roupas 

Eu já escrevi aqui muitas vezes que manter o guarda-roupa, principalmente as peças curingas, é bom para você e seu bolso. Roupas boas e duráveis são praticamente a antítese do mundo da moda hoje calcada no transitório. 

Hoje a sexta começou fria e adotei o estilo navy. Claro sem abrir mão do conforto das peças em algodão. 



Achei esse suéter em algodão há pouco tempo mas já quero que ele dure muito. Foi comprado num brechó e o dono anterior certamente não o usou muito, ou então foi bem cuidadoso mesmo. Para todas as peças de crochê ou tricô é preciso cuidado dobrado. Muita gente corta a etiqueta com instruções sobre como lavar e secar a roupa e esse é o primeiro dos erros. Lá estão informações valiosas para manter a peça apresentável por muito tempo. 


Se você perdeu ou também cortou essas etiquetas da sua roupa de lã ou linha aqui vão algumas dicas que tirei do blog circulo 

NA HORA DE LAVAR: Lave as peças manualmente (a lavagem na máquina com força mecânica pode deformar o modelo da peça) com água fria ou morna (até 40ºC), alguns acrílicos podem encolher e perder o brilho em contato com água quente.

A lavagem com sabão neutro é a melhor opção pois, o sabão em pó é agressivo demais para as fibras delicadas do tricô.

NA HORA DE SECAR:

É preciso ter um certo cuidado; não use prendedores, pois eles podem marcar, o correto é estendê-la em uma superfície horizontal.

Seque suas peças à sombra e/ou vento, pois a secadora e o sol danificam as fibras.

Para não deformar a roupa, o melhor é espremê-la com cuidado em vez de torcê-la após a lavagem.

COMO PASSAR:

Essas peças normalmente não precisam ser passadas, mas caso precisar, nunca pressione demais o ferro na peça nem use-o muito quente, pois a peça poderá esticar.

COMO GUARDAR: Guarde as peças sempre dobradas e não penduradas em cabides, assim não correrá risco da peça esticar e perder a forma.

Quando o frio passar, esqueça os cabides e os sacos plásticos, que criam fungos, prefira guardar as peças em capas de TNT.

Guardar a peça de tricô ou crochê dobrada é uma orientação que também vale para quem trabalha em lojas. Nunca pendure uma peça assim, pois o risco de a peça esticar existe. Claro que há exceções mas, caso não queira correr o risco, é melhor dobrar sempre!

Bicinic

Gosto de encontros ao ar livre em parques e locais públicos longe do frenesi motorizado. Frequentemente promovo o bicinic palavra que uso para designar o picnic feito com as magrelas. Em nossos encontros sempre há, pelo menos uma, iguaria feita por nós mesmos ou familiares. Suco, frutas, café, chá, bolo, pães, queijo e etc fazem parte do cardápio. A filosofia é consumir poucos industrializados, gerar o mínimo de resíduo e curtir horas agradáveis conversando sobre tudo! É um momento que não custa tanto quanto ir a um boteco ou bar e no final das contas ainda podemos levar nossas bicicletas e curtir o caminho. 

Em BH temos muitos parques para explorar e realizar esses encontros. As bicicletas low ride e com bagageiros ou cestinhas são perfeitas para levar os quitutes. Enfeites para árvores e galhos dão um charme especial. Não se pode esquecer de levar pequenas almofadas e repelente!. O resto é pura diversão! O Bicinic é momento  para rir muito e guardar na memórias as sensações.  Chamem seus amigos e divirtam-se! 

Fotos Gil Sotero

Crocheteiro 

Recentemente comprei uma blusa de crochê (a segunda do meu guarda-roupa) e decidi que iria aprender a fazer um dia. O universo me ouviu e essa semana encontrei minha vizinha Norma que está super empolgada com o crochê e fizemos um acordo; vou ensiná-la a pedalar e ela a crochetar. O resultado da aula de ontem e que hoje vim trabalhar fazendo crochê. Aprendi um ponto e sigo treinando nele com lã. Estou simplesmente adorando.

Segundo minhas pesquisas a palavra “crochê” vem de “croc”, que no dialeto nórdico, significa “gancho”. É difícil dizer onde surgiu pois poucas peças restaram para contar sua história. Há objetos antigos de crochê espalhados pelo mundo todo. Especialistas afirmam que a China, Turquia e América do Sul (Peru) talvez sejam as responsáveis pelo crochê ganhar o mundo.  Porém foi em 1800 que o crochê ganhou a corte e foi popularizado ao ser publicado uma revista de Riego de La Branchardiere ensinando pontos e padrões para serem reproduzidos por todos. Ela fez isso após ter ensinado a técnica do crochê à corte da rainha Victoria. 

Homens crochetando ainda é tabu mas não deveria. Até famosos já o fazem. Essa primeira peça estou usando lã. Mas logo partirei para algodão. Então vou praticar e fazer quem sabe algumas “brusinhas”…rs. Axé.