Vestido como quiser 

“Seja você sempre e quando te criticarem por isso seja mais ainda”, eu. 

A entrega do Oscar 2016 gerou varios comentarios nas redes. Muitos  sobre os looks das “estrelas”. Um deles foi relacionados as roupas da figurinista Jenny Beavan que inclusive levou a estatueta pelo seu trabalho em Mad Max – Estrada da Fúria. Choveram críticas à Jenny por ela não está de vestido e blá blá blá.

 A resposta ela mesmo deu conforme transcreveu a jornalista Lilian Pacce – “Estou muito feliz em falar sobre isso. Não sou de vestidos e absolutamente não sou de saltos, tenho problemas nas costas. Fico ridícula em um vestido lindo. Essa foi uma homenagem a ‘Mad Max’ (…). [Essa jaqueta] é Marks & Spencer com [bordado] Swarovski nas costas. Tive um problema no sapato e o glitter caiu. Estou me sentindo confortável e, até onde percebo, estou realmente arrumada!”, declarou Jenny. 

A inglesa Jenny Beavan já foi indicada 9 vezes ao Oscar e assinou o figurino de vários filmes como Razão e Sensibilidade (amo esse filme),  O Discurso do Rei e mais de 50 outros títulos. Ontem além dela fazer uma referencia ao filme que lhe rendeu o Oscar quis dizer também o seguinte; “que se danem suas regrinhas de noite de gala”. Adorei!

   
 Os figurnos que  Jenny Beavan criou para o filme  são super envelhecido, pois no futuro caótico tudo será reciclado, segundo ela, e eu concordo. O filme todo tem fortes referências ao Mad Max dos anos 80. Curti demais. 

Figurino do persoangem principal de Mad Max

 
Fiquei pensando; porque uma pessoa não pode usar algo que transmita sua própria noção de conforto e personalidade? Queriam ela de vestido e ela foi de calça e jaqueta. Estava bem. Feliz e ganhou o Oscar. Seja a estrela de seu próprio filme; se vista como quiser. Assim hoje eu apenas pensei no conforto. 
   

   

   
 

Fachadas

O excesso de carros estacionados me impedem de apreciar as fachadas das casas que são cada vez mais raras em BH. O casario da cidade está sendo demolido e dado lugar a prédios horrorosos pois a criatividade na arquitetura não combina com os interesses econômicos das construtoras nem o senso estético do público direcionado (ainda que endinheirados). 

Pedalando eu consigo perceber um pouco dessa arquitetura escondida e rara e então a rua deixa de ser cinza.  

  

    
 

 

Bicijoias

Resolvi recomeçar a brincadeira de  fazer acessorios (bicijoias) coisas pra usar com peças de bike. Sou o tipo de ciclista designer que curte dar novo uso a coisas antigas. Há vários designers mundo a fora que fazem o mesmo. Curti demais as “criações”. Acho que na bici tudo pode ser aproveitado de alguma .  De volta a treinar com a fixa. 

  
  Por enquanto estou treinando pulseiras e…
 …cordão feitas com corrente.

  

Criações que me inspiram;

   
    
   

Rota de fuga

As vezes quando saio em direção a algum lugar pedalando sinto que estou fazendo uma rota de fuga da cidade. A crise está ai mas as pessoas se matam pelas mesmas coisas insignificantes de sempre. Pedalando me sinto livre dessas convenções e se estou no caminho errado, sigo outra rota. “Que seja livre o que chegar, que seja doce o que ficar e que seja breve o que tiver que ir”. Otimo final de semana a todos. 

   
    
   

Pós Carnaval 

Tanta coisa aconteceu nesse Carnaval de 2016 em BH que ficou dificil postar algo. Fui trabalhar assim e me perguntaram  se eu estava vindo de algum bloco. É curioso o exercico do lúdico nas vestes em dias de carnaval. Se as pessoas exercitassem essa alegria no dia a dia acho que teriamos muita coisa bacana por ai. Lembrei daquele refrão tão tocado em minha linda Salvador; “Eu queria que toda fantasia fosse eterna”. Mas isso será tema de outro post. 

Usei minha camisa estampada para enfrentar o calor. Lembra o carnaval mas essas estampas florais grandes surgiram na India. Essa peça até parece feita de Chita mas é um algodão encorpado de uma das coleções do Martielo Toledo, designer de BH muito talentoso. 

Os florais voltaram com tudo há algumas estações. Virou hit no guarda-roupa masculino. É sempre bom sair colorido numa cidade cada vez mais cinza. 

Axé. 

Fotos: Jocasta Luiza    
    
 

Pés na Grama

Uma marca australiana (Kusa) criou um sandália com solado de grama. Imagina que delicia! A ideia é reproduzir a sensação de pisar com os pés descalços em um gramado a todo canto que se vá! 

Infelizmente a sandália não é vendida no Brasil (custa 29,95 dólares australianos).

Pensando nesta sandálias fui trabalhar assim. É exatamente por isso que gosto de sandalias e chinelos porque eles me permitem sentir a grama. 

Estas sandálias trouxe de Santiago. De um brechó (pra variar). Foi a única coisa que comprei no Chile para usar (o resto foi somente para beber hehehehe). 

  
Mas voltando ao chinelo/sandália; meus pés agradeceram. 

     


Pensando seriamente em “gramar” um dos meus chinelos. Rs.